Um homem, conhecido apenas por Ahn, tinha uma missão: ir até Seul e assassinar Park Sang-hak, um ativista opositor do regime norte-coreano, procurado por enviar propaganda anti-Coreia do Norte ao país usando balões. Suas armas, no entanto, não eram muito convencionais: duas canetas e uma lanterna.

Sim, isso mesmo. Uma das canetas tem uma agulha envenenada, capaz de levar à paralisia dos músculos e matar. A outra caneta seria usada para disparar um projétil contendo toxinas.  E a lanterna? Ela esconde uma arma de três balas, e atira com uma precisão letal. Nenhuma das três aparentava ser perigosa… mas era.

Ahn e Park já haviam se encontrado uma vez. Ahn se ofereceu para financiar a propaganda de Park. Antes de um segundo encontro, o Serviço Nacional de Inteligência da Coreia do Sul interveio e deteve Ahn em abril. Ele foi condenado a quatro anos de prisão.

Park Sang-hak afirma que não pensava que seria atacado. “Eu não acreditava que tentariam me matar nas ruas de Seul, no meio da multidão. Achei que o Serviço Nacional de Inteligência estava exagerando na reação.” Mas eles não estavam. O esquema foi revelado com exclusividade à CNN por um indivíduo que pediu para ser identificado apenas como “investigador”.

Ele mostrou as armas e contou que a lanterna foi uma novidade até mesmo para ele. “Eu nunca vi uma arma assim. Se você olhar aqui na frente, há três buracos, cada um para uma bala, e aqui está o gatilho. Ela está carregada com duas balas e é bem perigosa.” Park também ficou surpreso com o arsenal de seu assassino. “Você nota uma arma comum, mas essas são tão inócuas que é possível matar alguém facilmente. Eu morreria imediatamente.”

O ativista diz que vai continuar a propaganda anti-Pyongyang, mesmo tendo irritado as autoridades norte-coreanas. Park está sob proteção da polícia, mas também está convencido de que está não deverá ser a última vez que tentam tirar sua vida — a ameaça pode estar em qualquer objeto. [CNN via The Verge]