Escaneamento 3D – mesmo que exista desde os anos 60 – ganhou destaque recentemente, com Harvard usando a tecnologia para recriar estátuas antigas, e a Makerbot anunciando um scanner de desktop no mês passado. Mas scanner 3D rápidos, baratos e mais acessíveis não vão apenas revolucionar a forma como imprimimos belos modelos dos nossos rostos. Eles também vão mudar a forma como entendemos a cidade.

Uma fascinante história sobre escaneamento 3D em escala urbana foi publicada no Atlantic Cities nesta semana e explora como um arquiteto de Bay Area chamado Scott Page usou um scanner 3D para gerar modelos precisos de construções históricas. Emily Badget explica:

“[…] Enquanto tentamos reutilizar edifícios antigos nas nossas cidades – não apenas catedrais antigas, mas também apartamentos e escritórios velhos – vamos precisar de novas formas de documentar e pensar sobre as construções que já temos”

O sistema de Page tira uma série de fotografias e junta todas com base na iluminação de cada superfície. Em vez de levar semanas para observar um prédio antigo, arquitetos podem agora gerar dimensões precisas em algumas horas. Como o scanner usa fotografia colorida, os modelos também são documentos belos e expressivos – Page compara-os às primeiras fotografias feitas.

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É fácil imaginar como o escaneamento 3D pode ajudar a entender tudo desde cenas de crime a lugares afetados por algum desastre, onde a integridade estrutural de uma construção em colapso pode ser praticamente impossível de medir. Mas também há o lado ruim: imagine pessoas usando scanner 3D para copiar arquiteturas, ou o inevitável desenvolvimento de materiais feitos para evitar a detecção pelo scanner. [The Atlantic Cities]