Isso é realmente animador: uma equipe internacional de astrônomos descobriu que Tau Ceti, a estrela semelhante ao Sol mais próxima de nós, tem cinco planetas. E o mais importante: um desses planetas orbita na zona habitável em torno da estrela.

A Tau Ceti fica relativamente próxima da Terra, a 12 anos-luz de distância. Isso é perto o bastante para podermos vê-la a olho nu durante a noite.



No entanto, como até mesmo a sonda Voyager 2 – no espaço há 35 anos – só percorreu 0,002 anos-luz rumo ao espaço interestelar, talvez não seja tão fácil se mudar para esse planeta.

A representação artística acima mostra os cinco planetas cujas massas variam entre 2 a 6 vezes a massa da Terra. Os astrônomos, que usaram mais de seis mil observações e três instrumentos diferentes para reunir os resultados, dizer que este é “o sistema planetário de menor massa já detectado.”

Esta é uma descoberta importante, pois mostra mais uma vez que quase todas as estrelas têm planetas – precisamos apenas refinar os equipamentos na Terra para encontrá-los. De acordo com o professor de astronomia e astrofísica da UC Santa Cruz, Steve Vogt, um dos autores do estudo que será publicado na revista científica Astronomy & Astrophysics: “esta descoberta está de acordo com a nossa visão emergente de que praticamente todas as estrelas têm planetas, e de que a galáxia deve ter muitos desses planetas potencialmente habitáveis do tamanho da Terra”.

Mas há algo curioso: o universo parece, em geral, dar origem a sistemas com planetas de órbita menor que 100 dias. De acordo com Vogt, “isso é muito diferente de nosso próprio sistema solar, onde não há nada com essa órbita além de Mercúrio. Então o nosso sistema solar é, em certo sentido, meio que uma aberração, por não ser o tipo mais comum de sistema que a Natureza cria”. Será que a existência de vida na Terra também é uma aberração?

Todas essas evidências soam bem impressionantes. Com uma estimativa de 100 bilhões de estrelas só na Via Láctea, e mais outros bilhões de galáxias no universo, a probabilidade estatística de planetas cheios de vida como o nosso parece enorme. O próximo desafio é investigar onde ela seria possível – e descobrir como visitar lugares tão distantes assim. [UCSC]