O problema dos carros elétricos sempre foi a autonomia – ou a falta dela, mais precisamente. Ontem, um Audi A2 elétrico bateu um recorde para carros comuns, andando 600 km com uma carga. A viagem de Munique a Berlim durou um pouco menos de 7 horas e foi feita sem a intenção de economizar muito – o aquecedor ficou ligado na maior parte do percurso. O Ministro da Fazenda alemão, Rainer Bruederle, disse aos jornalistas: "Este foi um recorde mundial. Antes, carros elétricos conseguiam andar 60 ou 70 km sem recarregar. O que vimos hoje é um salto tecnológico." 

Os europeus têm demorado a entrar na onda dos carros elétricos – ao menos em comparação com japoneses e, agora, americanos. Nos EUA, o governo Obama já gastou bilhões em empréstimos para as montadoras, fora o subsídio de até 30% do preço de um carro elétrico dado pelo governo. Na Europa, o caminho é parecido: na Alemanha, a primeira-ministra Angela Merkel já disse que quer pelo menos 1 milhão deles estejam circulando até 2020 e que, em 2050, veículo com motor a combustão sejam "coisa do passado". BMW e Volks já anunciaram que vão começar a produção em massa de seus primeiros modelos em 2013 – ano em que deve chegar por aqui o e-carro da Mitsubishi. Acho a ideia ótima, mas enquanto eles não estiverem a um preço viável – ou enquanto eu não ganhar na Megasena para ter um Tesla Roadster, fico com meu combo bike+ônibus+táxi. [Physorg.com]