Um incrível novo vídeo do Havaí mostra uma baleia-jubarte nadando nas águas do Pacífico poucos minutos depois de ter nascido. Para o biólogo marinho Lars Bejder, foi questão de estar no lugar certo na hora certa.

No mês passado, Bejder, diretor do Marine Mammal Research Program (MMRP), da Universidade do Havaí em Manoa, estava filmando baleias-jubarte ao largo da costa de Maui quando recebeu uma chamada urgente de um operador turístico local, que estava preocupado depois de ver respingos frenéticos e comoção na água, seguido pelo aparecimento de sangue. Bejder correu e logo viu o bebê jubarte recém-nascido.

“Imediatamente, pegamos o drone”, disse Bejder ao Gizmodo. “Foi incrível ver este novo filhote — este filhote muito descoordenado — tão pouco depois de ele ter nascido.”

Crédito: NOAA Permit 20311-01/Universidade do Havaí/Marine Mammal Research Program

De fato, todos os sinais apontavam para um parto nos 20 minutos anteriores. Suas barbatanas dorsal e caudal pareciam suaves e frágeis, e sua mãe ainda estava excretando algum sangue, de acordo com um comunicado de imprensa. Além disso, a mãe ocasionalmente apoiava o recém-nascido nas costas para sustentação. O sexo do recém-nascido não pôde ser determinado porque ele não se virou, disse Bejder. Baseado em observações preliminares, o filhote parecia normal e saudável, acrescentou.

“Nós certamente já vimos baleias-jubarte filhotes com alguns dias ou semanas de idade, e esse filhote parecia uma versão em miniatura desses”, disse Bejder. O biólogo marinho estuda baleias há 25 anos, mas “este (caso) é o mais próximo que já estive de um nascimento real”, afirmou, acrescentando que as filmagens não teriam sido possíveis sem a ajuda e o apoio da comunidade local.

Trabalhando com uma licença da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA, na sigla em inglês), Bejder e seus colegas do MMRP estavam atuando na área para quantificar a massa corporal e o tamanho das baleias-jubarte nesse local de reprodução. As equipes usam drones para medir o comprimento e a largura das baleias com precisão milimétrica. Bejder continuará estudando a condição corporal dessas baleias e espera encontrar a mãe e o filhote em algum momento futuro.

Três anos atrás, as baleias-jubarte da região foram retiradas da lista de espécies ameaçadas de extinção. Elas ainda são protegidas pela Lei de Proteção de Mamíferos Marinhos, mas, por alguma razão desconhecida, seus números diminuíram nos últimos três anos, explicou Bejder.

“Seus números estão um pouco baixos, e não temos certeza do que está acontecendo”, disse Bejder ao Gizmodo. “É uma situação de esperar para ver — estamos tentando ver se isso é uma flutuação natural ou um sinal de algo pior”, afirmou o biólogo marinho.

Esperemos que não seja nada. Por enquanto, vamos tentar não nos preocuparmos e celebrar este adorável novo filhote. Bem-vindo ao mundo!

[University of Hawaii News]