Em julho, o Banco Inter foi processado pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) pelo vazamento de informações de 19.961 clientes. O órgão público pedia o pagamento de R$ 10 milhões a título de indenização. Hoje, a instituição financeira e as autoridades chegaram a um acordo, e a empresa pagará R$ 1,5 milhão.

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Segundo o G1, valor será dividido em duas partes: R$ 1 milhão vai para instituições que combatem crimes cibernéticos e o restante será destinado a instituições de caridade. A Justiça não deu mais detalhes sobre o acordo.

O vazamento de informações veio à tona em maio, três dias depois de a empresa começar a negociar suas ações na B3. Inicialmente, o Banco Inter negou que o incidente tinha ocorrido, mas, em agosto, após o processo do MPDFT, a instituição financeira admitiu o vazamento.

De acordo com a investigação conduzida pela Comissão de Proteção dos Dados Pessoais do MPDFT, mais de 13 mil clientes do banco tiveram dados sensíveis vazados, como “como número da conta, senha, endereço, CPF e telefone”, e mais de 4 mil clientes de outros bancos que fizeram transações com correntistas do Inter também tiveram dados expostos. A empresa alegou que o vazamento foi de “baixo impacto” e disse acreditar que o responsável era uma “pessoa autorizada”.

[G1]