A Organização Internacional de Aviação Civil determinou a proibição do embarque de baterias de íon-lítio como carga em voos comerciais. A medida foi tomada, pois esses itens podem trazer risco de incêndio.

Baterias de smartphone e laptops são feitas de íon-lítio, porém a proibição não se aplica a elas. O foco são aviões com passageiros que também levavam carregamentos com o material em questão.

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A definição da agência ligada às Nações Unidas passará a surtir efeito a partir de 1 de abril. A proibição das baterias é obrigatória para todos os 36 países membros da Organização Internacional da Aviação Civil (da qual o Brasil faz parte), segundo a Reuters, e é esperado que outros países também passem a adotar a regra. Muitas companhias aéreas já pararam de aceitar bagagens com baterias em aviões comerciais.

A proibição — que foi recomendada durante um painel das ONU no mês passado — é temporária. A decisão deve ser revista quando novos recipientes de segurança anti-chamas para as baterias de íon-lítio forem disponibilizados no mercado. O transporte desses itens, no entanto, continuará normalmente em aviões de carga.

A sorte é que essas baterias poderão ser carregas por passageiros em suas bagagens. A questão é que o problema com essas baterias é que quando estão juntas, podem casar uma reação em cadeia se uma delas sofrer uma reação interna. Isso faria com que ela emitisse calor e afetasse baterias próximas. No fim das contas, essa reação química produz gases inflamáveis.

A medida não é necessariamente novidade, pois no ano passado, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) havia proposto o mesmo. O fato é que houve alguns incidentes envolvendo baterias de íon-lítio que acenderam o alerta em diferentes agências, no que acabou culminando nessa proibição.

Atualizada às 16:08

[Washington Times]

Imagem por tsuna72