Uma famosa robô chamada Samantha foi criada para “fazer sexo”, mas não para ser abusada. O criador de Samantha, Dr. Sergi Santos, adicionou uma nova funcionalidade que deixará a robô inerte caso ela determine que seu parceiro humano está agindo de uma forma excessivamente agressiva. Mas isso não impedirá que as coisas aconteçam.

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De acordo com o Daily Mail, a atualização da boneca sexual foi anunciada no começo da última semana na Life Science Center, em Newcastle, na Inglaterra. Dr. Santos, por insistência de sua esposa, projetou um novo sistema de inteligência artificial que permite a Samantha interpretar o comportamento de uma pessoa e então se desligar caso pareça que o tratamento tem sido inadequado.

A atualização foi chamada de “modo manequim” (uma escolha esquisita e, sem dúvidas, ofensiva) e que pode ser ativada em diversas situações. Se um parceiro está desrespeitando o robô ao tocá-la de forma agressiva, as partes motorizadas de Samantha – mãos, braços, cintura, expressões faciais, etc – vão desligar e se tornar irresponsivas. Ela também entrada no modo manequim se sentir entediada com as investidas do parceiros.

Embora o modo possa, em teoria, encorajar os donos de robôs sexuais a tratar suas parceiras robóticas – e, consequentemente, as humanas – com mais respeito, provavelmente isso não acontecerá. Embora Samantha possa se tornar indiferente, isso não impedirá que o dono faça sexo. Não há implicações para a pessoa se ela decidir simplesmente transar com a robô imóvel, o que parece ensinar exatamente o oposto do pretendido.

Se você está familiarizado com a história de Samantha, é provável que não esteja surpreso ao saber que o “modo manequim” não será tão efetivo quanto o sugerido. Dr. Santos, o criador da Samantha, tem uma perspectiva bem zoada do sexo. Ele criou a boneca para satisfazer suas vontades sexuais que, de acordo com o Daily Mail, não estavam sendo atendidas pela sua esposa. Segundo ele, a robô salvou o seu casamento.

“Para mim, humanos não são o suficiente”, disse ele ao The Sun neste ano. “Eu preciso de sexo algumas vezes por dia e minha esposa não queria”. Ele disse ainda que mulheres e homens “enxergam o sexo de uma maneira diferente” porque “homens querem mais sexo” e “um homem quer sentir, no geral, que a mulher está desesperada para fazer sexo com ele”.

Uma interpretação amigável do ponto de vista de Santos pode sugerir que ele vê os impulsos sexuais como naturais e simplesmente acha que as pessoas precisam ter uma saída para satisfazer essas necessidades. E aí você descobre que, de acordo com o Daily Mail, ele disse que ficaria com ciúmes se a esposa fizesse sexo com um robô masculino, e fica claro que ele é apenas um idiota maluco que quer transar com um robô.

Também parece provável que a decisão de Santos ao introduzir o modo “manequim” tenha a ver com uma experiência que ele teve ao demonstrar o robô em uma convenção. Samantha foi tocada pelos visitantes, o que fez o cara surtar. O Daily Star Online noticiou que ele começou a gritar com as pessoas, dizendo que a Samantha “não é a porra de um brinquedo”.

Sexo com robô provavelmente não é a opção mais saudável se você estiver procurando por uma experiência sexual positiva. Um relatório da British Medical Journal descobriu que não existe evidências de que robôs sexuais tenham quaisquer impactos positivos na sexualidade de uma pessoa. Os pesquisadores descobriram que há poucas evidências confiáveis para mostrar que os robôs canalizem o desejo sexual ou que promovem práticas sexuais mais saudáveis, e em alguns casos podem até ser prejudiciais, já que a maioria dos robôs possuem corpos dentro de um padrão físico pré-determinado.

Se por algum motivo você ainda estiver interessado em comprar uma Samantha, o Dr. Santos as vende por cerca de US$ 7 mil (cerca de R$ 26,5 mil). De acordo com o site, os mais novos recursos incluem material de pele não-tóxico e “menos cheio”.

[Geek.com, Daily Mail]

Imagem do topo: Getty