Indícios apontam que o buraco gigante no Chile continua aumentando de tamanho e já põe em risco comunidades locais na região do Atacama, na metade norte do país. Na primeira medição, o sumidouro tinha 25 metros de diâmetro. Agora, passou para 32m. O buraco tem mais de 64 metros de profundidade – quase o tamanho de um prédio de 20 andares

O buraco fica nas proximidades da mina de Alcaparrosa, na comuna de Tierra Amarilla. A mina pertence à mineradora Candelaria, que realizava obras de mineração perto do local. A principal suspeita é que a operação abriu o buraco, mas até agora, sua origem continua sendo um mistério. 

O que mais preocupa é o impacto do buraco para as comunidades locais do Chile. A abertura fica a apenas 600 metros de distância de dois povoados e um centro de saúde. “Esse é um medo que temos como comunidade há muito tempo por estarmos rodeados de jazidas de mineração”, disse o autarca de Tierra Amarilla, Cristóbal Zúñiga, à CNN chilena

“Nos preocupa que isso [abrir um buraco] possa acontecer em algum outro lugar por aqui. Se você prestar atenção poderá escutar como continua em movimento, continua crescendo”, pontuou. Zúñiga exigiu que as autoridades confirmem se o buraco é, ou não, resultado da exploração mineradora. 

O governador do Atacama, Mario Vargas, disse ao jornal argentino La Nación que esta não é a primeira vez que algo do tipo acontece. Segundo ele, outros buracos já foram registrados anteriormente – embora este seja o maior de todos. 

A mineradora Candelária afirmou que desconhece o que pode ter motivado o buraco e que colaborará com as autoridades para identificar possíveis causas. O Serviço Nacional de Geologia e Mineração do Chile (Sernageomin) analisa a situação. “Não vamos parar até ter resultados”, afirmou o diretor nacional do setor, David Montenegro, também à CNN chilena. 

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