A Nikon D4 de US$6.000 – que confirma os rumores – pode ser a mais nova perseguidora fatal de luz que existe, porque ela tira fotos a ISO 204.800. Ela conta com um novo sensor CMOS full-frame de 16,2 megapixels com pixels (relativamente) gigantes de 7,3 mícrons (maiores que na nova Canon 1DX). E eu já disse que ela se parece com a Nikon D3s em quase todas as formas?

Com ISO estendido de 50 a 204.800, ela vai um nível de ISO além da D3s para mais e para menos. E o mais importante, o ISO máximo no qual você pode esperar uma foto limpa foi para 12.800, quase o dobro da D3s.

Ela tem medição de matriz de cores 3D com 91.000 pixels e sistema de rastreamento de autofoco de 51 pontos (com 15 pontos do tipo cruzado, e truques divertidos como identificar até 16 rostos humanos simultaneamente). O autofoco também retém a orientação quando você muda de modo paisagem para retrato, então seu foco não vai ser deixado de lado. E a exposição recebe melhora, indo para até -2EV, um passo além da D3s. Ela tira fotos relativamente rápido, apesar de não ter dois processadores de imagem como a Canon 1DX: são 10 fotos sequenciais por segundo em RAW (mas se você travar AF e exposição, isto sobe para 11fps).

Mas talvez a atualização mais importante de todas, pelo menos em uma área na qual a Nikon deveria se importar, são os poderes de vídeo da D4. Sim, ela grava em 1080p a 30fps ou 24 fps (e 720p a até 60fps). Mas agora ela usa compressão de dados B-Frame, então você pode gravar vídeos em h.264 por até 20 minutos sem parar. Você também tem controle manual completo sobre exposição enquanto grava (e como as DSLRs anteriores da Nikon, você pode usar autofoco enquanto grava).

E a função que pode ser matadora para alguns: saída de vídeo em HD sem compressão através da porta HDMI da câmera, além de operação remota do obturador e controle avançado da abertura, para ajuste completamente silencioso enquanto você grava. Ah, e para um maior alcance, você pode trocar do full-frame para o formato DX da Nikon (fator crop de 1,5x) ou para um crop de 2,7x à resolução de 1920×1080, praticamente dando a você poderes de zoom com teleobjetiva enquanto você mantém seu vídeo em Full-HD. A Nikon promete “menos casos de distorção por rolling shutter“, o que acontece quando o objeto capturado pela câmera é mais rápido que o obturador.

A câmera tem uma nova tela LCD de 3,2 polegadas com 921.000 pontos (a D3s tinha 3 polegadas) e uma porta Ethernet para melhor conectividade, mas não sabemos se ela é tão versátil quanto a porta Ethernet da Canon 1DX.

A câmera é mais leve, ou pelo menos ela parece ser mais leve. Foi a primeira coisa que percebemos ao pegá-la. E isso não resultou em menor qualidade, já que a D4 tem o mesmo chassi de liga de magnésio, apenas reduzido em lugares onde poderia passar por uma dieta.

A ergonomia e usabilidade melhoraram um pouco também. Agora há dois botões de autofoco para quando você estiver tirando fotos em modo retrato, e todos os botões têm retroiluminação, para facilitar o uso no escuro. A D4 tem duas entradas para cartão de memória otimizadas para padrões mais comuns, além dos novos CompactFlash XQD, tornando-a a primeira câmera profissional a adotar o novo formato.

É bom ver a Nikon se voltando mais para quem trabalha com vídeo, que se sentiram levemente deixados de lado com os lançamentos passados da empresa. [Nikon]