O prefixo 11 corresponde a cerca de 18% das linhas do país, com mais de 35 milhões de números ativados. Segundo a Anatel, o limite com oito dígitos é de 37 milhões. Agora, perto do limite de linhas, a solução será colocar mais um dígito, mesmo nas linhas existentes, possivelmente para não deixar os números sem padronização – pelo menos eles mataram a ideia de usar mais um DDD dentro de São Paulo, o 10. Outra medida tomada foi a liberação do dígito 5 para números celulares. Começamos com o 9 e fomos descendo, e a novidade rende mais 6,9 milhões de linhas.

A previsão é que o formato de 9 dígitos seja adotado no restante do país com o passar dos anos, para desespero dos disléxicos, distraídos e desmemoriados desse mundão. A Anatel pretende começar o processo após os 2 anos que as operadoras terão para adaptar os números paulistas, que deverá ser considerado um teste importante. A única dúvida é: se nós já temos mais celulares do habitantes no país, quem irá comprar esses novos milhões de linhas? Possivelmente a próxima geração de usuários frenéticos de mensagens de texto e Twitter, como esse menininho aí do lado. [TudoCelular e Folha]