A China lançou a sonda e aterrissador Chang’e 4 no fim de semana — mais especificamente no dia 8 de dezembro às 2h22 do horário local — do centro de lançamento de satélites Xichang, como parte de uma missão que espera pousar no lado mais distante da Lua.

Caso dê certo, a Chang’4 vai ser uma das primeiras espaçonaves a atingir esta região pouco explorada da Lua. Além disso, o ato também demostra a competitividade do programa espacial do país no cenário internacional.

Modelo do aterrissador e sonda Chang. Crédito: AP

Como a Lua está ligada ao movimento da Terra — seu dia tem o mesmo cumprimento de sua órbita — há uma região de nosso satélite natural que não conseguimos ver daqui. A China lançou o satélite Queqiao no início deste ano para poder se comunicar com o aterrissador e sonda lançado neste fim de semana.

A missão explorará a composição da maior cratera da Lua, chamada de cratera Von Kármán, que tem um diâmetro de 186 km. A sonda usará um espectômetro e um radar para tentar caracterizar a área onde ela pousar.

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O lado oposto da Lua está bloqueado ao ruído de rádio da Terra, e poderia servir como local para um radiotelescópio. A missão conta com espectômetros de rádio para caracterizar o ambiente de onda. Ele também conta com sementes como parte de um experimento de “biosfera miniaturizada” para plantar vegetais em solo lunar.

A espaçonave deve levar 27 dias para chegar ao local, reporta a Planetary Society.

A Chang’e 4 segue uma série de missões chinesas à Lua, incluindo dois orbitadores e um aterrissador. Isso também demonstra o sucesso contínuo do programa espacial do país: eles foram a terceira nação a enviar humanos para o espaço e têm uma estação espacial própria. Os cientistas chineses e astronautas estão barrados de usar a ISS (Estação Espacial Internacional), pois o governo dos EUA se recusa a trabalhar com a China em missões espaciais.

A China planeja lançar a Chang’5 no próximo ano, uma missão cujo objetivo é trazer à Terra amostras da Lua. Eles têm planos de levar um humano à Lua na década de 2030.