Nós crescemos cercados pelo Bob Esponja. Você pode nunca ter assistido, mas já viu uma lancheira com ele nas ruas ou algum amigo seu já curtiu o desenho em uma fase estranha da adolescência. Pois bem, um estudo publicado na revista científica Pediatrics mostra que nove minutos de imagens do desenho afetam o poder do cérebro de uma criança.

Os pesquisadores testaram a hipótese — que imagens de televisão aceleradas causam detrimento nas funções executivas de crianças — em 60 crianças de 4 anos. 20 assistiram ao Bob Esponja. 20 assistiram Calliou, um desenho mais infantil. Outros 20 simplesmente sentaram e foram desenhar. Após 9 minutos, eles receberam tarefas para medir concentração e atenção.

E os 20 que curtiram 9 minutos de Bob Esponja foram os piores em curto prazo. O resultado serviu para confirmar o pensamento dos cientistas que, imagino, programas bobos de televisão tornam o processo de desenvolvimento de pensamento mais profundo mais complexo de ser atingido em crianças. Também serve como uma acusação para todas as mídias que encorajam a exibição de imagens muito rápidas em detrimento de foco e imaginação. Os pais podem muito bem usar isso como base para eliminar o desenho do cardápio de seus filhos.

Naturalmente, a Nickelodeon constestou os resultados, alegando que Bob Esponja não é um desenho recomendado para crianças em idade pré-escolar. No fundo, eu estou curioso. Se o Bob Esponja é um grande sinal de mudança nos programas infantis, as imagens aceleradas e os cortes rápidos causam algum bem para o cérebro? [Pediatrics via Washington Post]