Você já viu o hands-on dele; o último teste para o Zune HD era como ele se sairia quando plugado em uma TV de alta definição. Como você pode ver neste vídeo, entre os players atuais não há nada igual a ele.

Eu estava tentando descobrir por que estava gostando tanto da interface para TV do Zune HD, e então eu percebi: ao contrário de todos os outros aparelhos de mesmo tamanho e capacidade, ele é de fato um media center portátil. Não é tão rápido quanto um bom PC rodando Windows Media Center, mas é bem rápido para um player portátil que cabe no bolso.

A tela do Zune HD fica preta quando ele está conectado à TV, como você pode ver na galeria. Não é como um iPod: quando conectado, a força por trás do que você assiste ou ouve fica invisível. Você só usa o controle remoto. Eu mexi um pouco, navegando pelas músicas, procurando estações de rádio (o receptor de rádio também é HD, ou seja, mostra a música que está tocando e tudo mais) e até assistindo um vídeo em tela inteira na TV Samsung de 60 polegadas. O Zune de demonstração só tinha um vídeo — mal posso esperar para ver como será encher seus 32GB com bons filmes e episódios de séries.

A única coisa que percebi fazer falta foi conectividade online: não é possível baixar filmes no Zune sem um PC mesmo, mas quando ligado à TV, não tenho certeza nem se é possível enviar música por streaming — como é possível quando se carrega o Zune em um lugar com Wi-Fi. Quando fizermos o review, saberemos.

Tal qual mostramos meses atrás, o Zune HD leva a interface de usuário de PMPs para outro nível. Quando você seleciona algo, todos os elementos da tela se movem em vetores diferentes, criando às vezes um efeito 3D, como você pode ver de perto no vídeo abaixo. (Desculpe pelo brilho na tela, mas esse é um problema: por bem ou por mal, a tela reflete bastante.)

Não quero falar mais nada (afinal, isto não é um review) mas quero dizer que, como alguém que nunca ficou muito entusiasmado com os Zunes do passado, este me pegou de surpresa — uma boa surpresa.