Saiu hoje, lá fora, o Galaxy Note 10.1. Não, amigo, não é uma versão (ainda) maior do smartphone Galaxy Note, é um tablet, muito similar ao Galaxy Tab 2 10.1, que tem na stylus com 1024 pontos de pressão seu diferencial. Galaxy daqui, Galaxy dali, e a similaridade vai além do nome: pelo que andam dizendo lá fora, ele continua tão ruim quanto os tablets que o antecederam.

O Galaxy Note 10.1 Wi-Fi, já à venda na gringolândia, sai por US$ 499 com 16 GB de espaço ou US$ 549 com 32 GB. As especificações foram atualizadas recentemente, deixando o tablet mais robusto: processador quad-core de 1,4 GHz, GPU mais parruda (Mali-400MP) e 2 GB de RAM. Curiosamente, Brent Rose, do Gizmodo US, diz que o desempenho fica a desejar: pequenas travadinhas aqui e ali, problema que um hardware dessa pompa não deveria apresentar, se fazem presentes. Ele vem com Ice Cream Sandwich e uma camada (grossa) de personalização, de TouchWIZ.

Quase todos os reviews que já saíram lá fora malharam o novo tablet da Samsung. A S Pen, stylus que acompanha o produto feita em parceria com a Wacon, agradou: os 1024 pontos de pressão fazem a canetinha funcionar bem, ainda que com alguns enroscos esporádicas. Entretanto, faltam apps que explorem esse potencial. O Photoshop Touch parece divertido, o S Notes é uma boa pedida, mas… é só. Para um dispositivo baseado nesse acessório para se vender, esperava-se mais.

Boas ideias, como os apps divididos na tela, são limitados e beiram o inútil. Não é todo e qualquer app que abre nesse modo de tela dividida, apenas alguns específicos da Samsung e esses ficam extremamente lentos quando têm que dividir espaço. E por falar em app da Samsung… A substituição dos apps do Google pelos da fabricante dessa vez não perdoou nem o navegador, nem o cliente de email, nem o de calendário. Saem os do Google, entram versões especiais da Samsung — alguns bem cafonas, como o calendário da Samsung com acabamento que imita couro e que já vimos em outro lugar…

É estranho que a Samsung não tenha conseguido replicar no tablet o padrão alcançado com o Galaxy Note smartphone que, depois e contra todos os prognósticos, acabou caindo no gosto popular e vendendo muito bem. No fim das contas, Nilay Patel parece ter matado a charada:

“O smartphone Note alcançou sucesso porque ele foi feito em cima do best selling internacional Galaxy S II. Em contraste, o Note 10.1 é baseado no medíocre Galaxy Tab 2 10.1. Talvez a Samsung devesse aperfeiçoar a receita básica antes de começar a misturar novos ingredientes.”

Leia os reviews completos, em inglês, nos links ao lado. [Gizmodo US, The Verge, Engadget]