O Galaxy Gear é uma tentativa malfadada em criar um relógio de pulso inteligente. Mas ele valeu a pena por um motivo: a Samsung fez um anúncio sensacional para ele, resgatando a história dos smartwatches na ficção, e lembrando como sonhamos há tempos com um computador de pulso.

Sim, o dispositivo da Samsung foi criticado em diversos reviews – incluindo o nosso – por ser basicamente um produto beta. Ele não faz muita coisa, não é bom no que faz, e ainda custa uma fortuna: R$ 1.300 no Brasil.

No entanto, o vídeo abaixo é realmente incrível. Ele foi exibido nos EUA, e traz a nostalgia de séries e desenhos animados que imaginavam relógios de pulso inteligentes antes mesmo que smartphones fossem possíveis. Claro, aí aparece o Galaxy Gear com a frase “depois de todos esses anos, isto finalmente é real”.

Algumas referências você certamente conhece – go, go, Power Rangers! – mas outras podem ser um pouco mais obscuras. Vamos a elas.

  • Dick Tracy: detetive fictício bem famoso nos EUA. Começou nos quadrinhos em 1931, mas apareceu também no rádio, TV e cinema. Em 1946, o personagem ganhou um rádio bidirecional de pulso; este se tornou seu gadget mais conhecido. Em 1964, o rádio ganhou uma tela de TV. E, em 1987, ele recebeu um computador acoplado.
  • Jetsons: a família do futuro usava relógios de pulso que funcionavam como telefone. E, num episódio de 1963, o desenho exibiu um relógio de pulso que funcionava como TV; ela reprisava uma cena de Os Flinstones.
  • Power Rangers: era através do comunicador de pulso que os Power Rangers conversavam entre si à distância. Eles também podiam usá-lo para teletransporte. Você provavelmente conhece o “ringtone” deste celular de pulso.
  • A Super Máquina (Knight Rider): o destaque desta série dos anos 80 era o carro falante, equipado com o computador K.I.T.T. O protagonista, Michael Knight, conversava com o carro através de um relógio de pulso.
  • Robô Gigante (Johnny Sokko And His Flying Robot): esta série japonesa de 1967 conta as aventuras de um garoto, Johnny Sokko, que podia acionar um robô gigante – com rosto de esfinge! – através de um relógio de pulso.
  • Inspetor Bugiganga: este desenho dos anos 80 conta a história de um inspetor policial que, após sofrer um acidente, virou uma espécie de robô com diversas bugigangas, que o ajudavam a resolver mistérios e crimes. Uma delas ficava com Penny, a sobrinha do Inspetor: um relógio de pulso para ela se comunicar com seu esperto cão Crânio.
  • Predador: o computador de pulso usado pelos Predadores é uma das tecnologias mais importantes dessa raça alienígena. Ele permite se comunicar com outros, camuflar o usuário, ativar um canhão de plasma e até se autodestruir.
  • Jornada nas Estrelas: no primeiro filme de Star Trek, o comunicador clássico evoluiu para se tornar mais portátil, e virou um objeto de pulso. Com ele, era possível se comunicar com a nave Enterprise.

O vídeo abaixo mostra cenas dessas obras de ficção, nas quais os personagens usam seus precursores de smartwatch. Pelo visto, é melhor a gente continuar sonhando com essa tecnologia. [The Verge]