As Olimpíadas acabaram. Atletas receberam suas medalhas. Muitos GIFs foram feitos. E recordes olímpicos foram quebrados. Em quatro anos, faremos a mesma coisa de novo. E recordes mundiais serão quebrados mais uma vez. Como atletas olímpicos ficam melhores e quebram recordes? Há um limite máximo para os humanos?

De acordo com uma rápida pesquisa que fiz nesta rede chamada internet, 43 recordes mundiais foram quebrados nas Olimpíadas de Pequim em 2008; nos Jogos deste ano, foram 37. E pode apostar que teremos mais recordes nas Olimpíadas do Rio. Mesmo que a taxa de melhora tenha se reduzido nos últimos tempos (comparado aos avanços feitos, por exemplo, 50 anos atrás) ainda vamos quebrar recordes. Como os atletas estão melhorando?

Segundo a Discovery News, cientistas e especialistas citam vários motivos diferentes para nossa melhora constante – e não precisa de doping para isso. Avanços na tecnologia, como na roupa usada por maratonistas, podem fazer a diferença. Mais pessoas em mais países têm oportunidades de praticar esporte, o que leva atletas mais capazes à olimpíada. E as carreiras de esportistas estão ficando mais longas, o que permite melhorar a própria técnica a ponto de quebrar recordes.

É uma combinação de pequenos fatores que acabam gerando novos recordes. Mas há um limite máximo para o corpo humano? De acordo com a Discovery News, sim:

Através de cálculos de produção máxima de energia, uso de oxigênio, atividade cardíaca e outros fatores, alguns pesquisadores tentaram prever quais serão os limites absolutos da capacidade humana. Estimativas bastante debatidas incluem 1h58min para maratona (cinco minutos a menos que o recorde atual de 2h03min38s), e 9.48s para 100m masculino.

Mas cientistas já previram limites para o ser humano que acabaram sendo quebrados. E é incrível o poder que a mente tem sobre o corpo: quando se quebra um limite antigo, o novo recorde dá a uma nova geração de esportistas olímpicos um objetivo a superar. Então mesmo que cheguemos perto dos limites do corpo, alguém tentará ultrapassá-lo… e talvez consiga. [Discovery News]

Foto por Anja Niedringhaus/AP