Como funciona o golpe do nude por chamada de vídeo

No golpe do nude por chamada de vídeo, criminosos ligam para as vítimas pelo WhatsApp
Como funciona o golpe do nude por chamada de vídeo
Imagem: Christian Wiediger/Unsplash/Reprodução

Já não bastassem todas as fraudes que existem por aí, a nova do momento é o golpe do nude por chamada de vídeo. A armadilha viralizou nas redes na terça-feira (17), depois da denúncia da criadora de conteúdo Marina Cristofani. 

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Cristofani, que é farmacêutica e reúne quase 1 milhão de seguidores no TikTok, contou que estava no trabalho quando ligaram de um número desconhecido para o WhatsApp. Era uma chamada de vídeo. Ela achou estranho e não atendeu. 

É aí que o golpe do nude começa: o criminoso liga por vídeo e, assim que a pessoa atende, aparece a imagem de um pênis ou de uma criança nua. O objetivo é fazer uma captura de tela como se o usuário estivesse assistindo a cena deliberadamente. 

Com a imagem em mãos, os criminosos começam a chantagem. Se o usuário não pagar a quantia solicitada, eles ameaçam divulgar as fotos na internet. 

No caso de Marina, os golpistas insistiram na ligação e, depois de não serem atendidos, enviaram um nude por mensagem. “Eu fiquei horrorizada, bloqueei o número na hora e apaguei a conversa”, conta. Vários seguidores disseram que já passaram pela mesma situação. 

@marinacristofani

🚨 alerta golpe do pipi 🚨 #golpe #extorcao

♬ Storytelling – Adriel

O que fazer nesses casos 

Existem pelo menos três formas de um criminosos conseguir um número de celular: por listas vazadas; nos contatos de um celular roubado ou via redes sociais. 

Por isso, o mais indicado é evitar atender ligações de números desconhecidos – especialmente por vídeo no WhatsApp. Além disso, o ideal é sempre manter a calma após o susto de receber uma imagem imprópria no chat. 

“A pessoa tem que se acalmar e entender que é uma tentativa de extorsão”, disse o especialista em tecnologia, Arthur Igreja, à CNN

Se, mesmo assim, acontecer a extorsão, o ideal é a vítima fazer um boletim de ocorrência para resguardar possíveis repercussões futuras, como acusações de pedofilia, por exemplo.

E, por último mas não menos importante: não deixe informações sigilosas, como telefone, e-mail pessoal e endereço, nas redes sociais. Se está na dúvida, revise como estão suas escolhas de privacidade. 

Julia Possa

Julia Possa

Jornalista e mestre em Linguística. Antes trabalhei no Poder360, A Referência e em jornais e emissoras de TV no interior do RS. Curiosa, gosto de falar sobre o lado político das coisas - em especial da tecnologia e cultura. Me acompanhe no Twitter: @juliamzps

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