A Panasonic Lumix ZS10 é a mais nova integrante de uma família de câmeras point&shoot que gostamos muito. Além do zoom óptico de 16x em uma grande angular, GPS e outros truques, ela tem uma interessante maneira de fotografar em 3D, que segue o mesmo princípio das Nex-3 e Nex-5 da Sony: sem lentes e com um resultado final bem bacana.

Nós testamos o modo na ZS10 (que chega ao mercado em maio, ainda sem preço definido), o mesmo presente na durona TS3. Basta selecionar o modo “3D”, no dial e disparar. A câmera tira várias fotos – de 12 a 20 em 2 segundos – em uma resolução menor enquanto você segura o disparador. Para a mágica dar certo, é preciso que você se mova um pouco horizontalmente ou verticalmente enquanto a câmera está disparando. Logo depois, a ZS10 passa uns 10 segundos avaliando as fotos que você tirou, acha duas levemente diferentes, que “casam” com a diferença de ângulo dos olhos e transforma-as em um único arquivo .MPO, que TVs 3D e porta-retratos digitais específicos conseguem ler.

O resultado é bacana e diferente das imagens geradas por filmes em 3D: você coloca o óculos e à medida que se mexe, é possível enxergar um outro ângulo do objeto fotografado, ou ao menos ter essa sensação. Algo como Olho Mágico encontra holograma.

Para os brasileiros, a ZS10 não estará disponível. Ao invés disso teremos a ZS8, que aterrissa aqui em maio por R$ 1.299. ela não tem o 3D, o sensor é levemente diferente e ela filma em 720p em vez do full HD da irmã maior. Mas ela tem recursos interessantes o suficiente para considerar a compra: há a lente Leica grande angular de 24mm, supermacro com 3 cm de distância mínima, velocidade de disparo de até 1/4000, tudo sobre um sensor CCD de 14 MP. O pessoal da Panasonic explicou que, como muitos componentes são importados, o custo, ela ficaria muito cara, começando a competir com as compactas de alto nível do mercado cinza – sem muita chance.