Conheça o “Planeta-inferno”, coberto de lava quente e onde o ano dura 18 horas

Também conhecido como Janssen ou 55 Cnc, planeta pode se tornar quente demais para a vida, afirmam estudos
planeta-inferno
Imagem: ESA/Hubble, M. Kornmesser

Um ano por lá dura apenas 18 horas, sua superfície é um oceano gigante de lava e seu interior pode estar repleto de diamantes. Esse é o “Planeta-inferno”, “55 Cnc” ou “Janssen”, que pode se tornar quente demais para a vida segundo novos estudos, publicados nesta quinta-feira (8) na Nature Astronomy.

Uma ferramenta chamada EXPRES capturou medições ultraprecisas da luz das estrelas no sol de Janssen, que mudaram ligeiramente quando o planeta se moveu entre a Terra e a estrela – assim como a lua bloqueando o sol durante um eclipse solar.

Janssen orbita Copérnico, sistema planetário a 40 anos-luz de distância da Terra, ao longo do equador da estrela, diferente de seus outros planetas, que estão em caminhos orbitais tão diferentes que nunca cruzam entre a estrela e a Terra.

A teoria é que o planeta se formou em uma órbita relativamente mais fria e caiu lentamente em direção a Copérnico com o passar do tempo. Conforme ele se aproximava, a atração gravitacional mais forte de Copérnico alterava sua órbita. No estudo, os pesquisadores sugerem que as interações entre os corpos celestes mudaram Janssen para a localização infernal atual.

O planeta “provavelmente era tão quente que nada do que sabemos seria capaz de sobreviver na superfície”, afirma Lily Zhao, pesquisadora do Flatiron Institute’s Center for Astrofísica Computacional (CCA) em Nova York.

As novas descobertas ajudam a entender melhor a formação e o movimento dos planetas ao longo do tempo. E então, quão comuns são os ambientes semelhantes à Terra no universo e quão abundante pode ser a vida extraterrestre.

Até hoje, o sistema solar é o único lugar onde sabe-se que existe vida. “Esperamos encontrar sistemas planetários semelhantes ao nosso e entender melhor os sistemas que conhecemos”, diz Zhao.

O Planeta-inferno foi a primeira “super-Terra” descoberta em torno de uma estrela da sequência principal, a categoria de estrela mais comum. Sua densidade é semelhante à da Terra e provavelmente é também rochoso. Entretanto, é cerca de oito vezes mais massivo e duas vezes mais largo.

Isabela Oliveira

Isabela Oliveira

Jornalista formada pela Unesp. Com passagem pelo site de turismo Mundo Viajar, já escreveu sobre cultura, celebridades, meio ambiente e de tudo um pouco. É entusiasta de moda, música e temas relacionados à mulher.

fique por dentro
das novidades giz Inscreva-se agora para receber em primeira mão todas as notícias sobre tecnologia, ciência e cultura, reviews e comparativos exclusivos de produtos, além de descontos imperdíveis em ofertas exclusivas