A inteligência artificial está numa constante evolução, agora é a vez dos robôs super inteligentes serem testados com a ferramenta.

Normalmente IA, sigla usada para inteligência artificial, se concentra na construção de máquinas para fazer tarefas que pareçam com humanos, como usar  linguagem, reconhecer imagens ou jogar videogames.

Mas esse repertório limitado pode envelhecer em breve. O envolvimento de IAs em corpos adaptados a tarefas específicas pode facilitar uma ampla gama de novas habilidades.

Prova disso é criação dos unimais (abreviação de animais universais) que tem formato parecido com mão sem corpo da Família Addams, está sendo usado para testes da junção de corpo e mente.

 

Um gurpo de pesquisadores liderados por Agrim Gupta da Universidade de Stanford e seus colegas usaram esses unimais para explorar duas questões que muitas vezes são esquecidas na pesquisa de IA: como a inteligência está ligada à maneira como os corpos são dispostos e como as habilidades podem ser desenvolvidas por meio da evolução e também aprendidas.

Ou seja: esses “bichos” poderiam de fato ajudar os pesquisadores a desenvolver inteligência de uso geral em máquinas.

“Uma coisa que todo animal inteligente do planeta tem em comum é o corpo. A incorporação é nossa única esperança de fazer máquinas que sejam inteligentes e seguras”, disse Josh Bongard, que estuda robótica evolutiva na Universidade de Vermont.

Na biologia, a inteligência surge de mentes e corpos trabalhando juntos, talvez na tecnologia essa receita também dê certo.

Os unimais têm cabeça e vários membros. Para testar, a equipe desenvolveu uma técnica chamada aprendizado por reforço evolutivo profundo (DERL). Onde primeiro são treinados usando o aprendizado por reforço para completar uma tarefa em um ambiente virtual, como caminhar por diferentes tipos de terreno ou mover um objeto.

Após os resultados, os unimais com melhor desempenho recebem as mutações de IA, os que não tiverem um bom desempenho voltam para o mesmo ambiente, que funcionará como uma escola para eles aprenderem do zero. Esse processo acontece repetidamente.

Os unimais mais evoluídos também foram testados para saber o quanto eles podiam se adaptar a uma tarefa que eles nunca viram antes. Essa é uma característica essencial da inteligência geral.

Alguns evoluíram até mais que o esperado em ambientes mais complexos, com obstáculos ou terreno irregular, foram mais rápidos no aprendizado de novas habilidades, como rolar uma bola em vez de empurrar uma caixa. “Acho isso empolgante porque mostra como a forma do corpo e a inteligência estão profundamente conectadas”, disse Gupta.

O número de configurações corporais possíveis dos unimais é vasto: tem até 18 variações exclusivas com 10 membros ou menos. As mutações estão sujeitas a envolver a adição ou remoção de membros, ou a alteração do comprimento, ou flexibilidade dos membros.

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Com o tempo, os corpos dos unimais se adaptam a diferentes tarefas. Alguns evoluíram para se mover em terreno plano caindo para a frente; alguns desenvolveram um gingado como um lagarto; outros desenvolveram pinças para segurar uma caixa.

Gupta acredita que a exploração de forma livre será a chave para a próxima geração de IAs. “Precisamos de ambientes verdadeiramente abertos para criar agentes inteligentes”, afirmou.