Mesmo com a chegada dos processadores Sandy Bridge, a Intel continua gostando muito da linha Core i7 900, ainda usando a arquitetura Gulftown. E eles gostam tanto que o Core i7-990X é tão absurdo que seu número de núcleos não cabe em uma mão. Sim, estamos falando de um processador com números bem alienígenas — tanto na configuração quanto nos benchmarks e, claro, no preço. Confira o que os primeiros reviews comentam do monstrinho.

Estamos falando aqui de um processador de seis núcleos com velocidade padrão de 3.46GHz — com TurboBoost, o número salta para 3.73GHz — e três canais de memória DDR3, mas ainda usando a arquitetura Gulftown. Isso posto, a situação é tão dramática nos testes que o pessoal do Tech Report o chamou de “zênite das capacidades tecnológicas da humanidade”. Não, não há nada que chegue perto dela. Para um processador comum, que cabe no seu computador, não há nada mais monstruoso do que o 990X. E os benchmarks do Tom’s Hardware corroboram o exagero:

Tanto em jogos quanto em codificação de mídias, o 990X debulhou seus camaradas. Porém, em benchmarks sintéticos, como o PCMark Vantage 1.0.2.0, o processador Core i7 2600K, já com arquitetura Sandy Bridge, se saiu melhor. A diferença nos benchmarks pode ser pura baboseira para alguns, mas há outra discrepância entre as versões que sem dúvida faz a diferença. Mas antes, onde o 2600K se saiu melhor:

Assim como o 980X, a versão 990X não é só monstruosa como também entrou no grupo batizado pela Intel de Extreme Edition. Esses processadores são realmente extremos, inclusive no preço. O 990X tem preço sugerido de U$999. Sim, mil dólares num processador. Para completar, o Core i7 2600K, que apesar de ser quad core não ficou longe da briga, custa e média U$340. Portanto, apesar de quase chorar durante os testes com a velocidade absurda do processador, tanto o Tech Report quanto o Tom’s Hardware não se sentem à vontade para recomendá-lo.

Ainda é um mistério quem é o público-alvo da série Extreme: quando mais micreiro, mais o cidadão lerá sobre processadores e verá que não vale a pena ter um. A única recomendação possível é para trabalhadores hardcore que precisam muito, mas muito mesmo de potência. Gamers não precisam de tudo isso. Mas tudo bem, eles são extremamente divertidos para quem curte acompanhar a evolução surreal dos processadores. [Tom’s Hardware e Tech Report via Engadget]