Depois de adquirir a operação brasileira da Fnac, a Livraria Cultura divulgou nessa terça-feira (26) que adquiriu o site de venda de livros novos e seminovos Estante Virtual.

O valor da aquisição não foi divulgado, mas o presidente da Livraria Cultura, Sergio Herz, explica em um comunicado à imprensa que “as práticas da Estante convergem com os valores da Cultura”, já que ela também foi uma empresa que começou alugando livros novos e usados.

Há 11 anos no mercado, a Estante Virtual funciona como um marketplace para sebos e livreiros, tornando fácil a busca de livros antigos, usados e que já não são mais impressos. A empresa já vendeu 16 milhões de livros desde 2005 e possui mais de 3,6 milhões de leitores cadastrados — base agora que faz parte da Cultura.

Em julho, a Livraria Cultura comprou as 12 lojas brasileiras da Fnac. Segundo informações da Folha de S. Paulo, a própria Fnac “pagou para que a Cultura assumisse a subsidiária da multinacional no Brasil” – desta forma, a Fnac elimina a necessidade de arcar com os custos de fechamento das lojas.

Ainda segundo a Folha, a Cultura também assumiu recentemente a operação de e-commerce da Cnova, responsável pelas lojas digitais das Casas Bahia, Ponto Frio e Extra.

Todas essas aquisições podem ser interpretadas como a maneira que a Cultura encontrou para concorrer com a Amazon. Em outubro, a varejista digital americana passou a oferecer produtos eletrônicos de terceiros em seu site brasileiro – que até então apenas vendia livros digitais e impressos.

Agora, como explica Carlo Carrenho da PublishNews, “A Livraria Cultura adquiriu junto com a Fnac um know-how do varejo de eletrônicos e o relacionamento com vários fornecedores destes produtos”.

A Cultura está prestes a se tornar uma grande loja também de eletrônicos. Resta saber se ela excluíra a marca Fnac e quando lançará seu varejo online para produtos eletrônicos.

[Folha, PublishNews]

Imagem de topo: Eduardo Zárate/Flickr