Aqui está um pouco de ciência bacana, mas ainda em desenvolvimento. Esta semana, cientistas de Harvard e de outros locais disseram ter criado um novo tipo de curativo que pode curar rapidamente todos os tipos de feridas. O design baseado em gel e ativado por calor foi inspirado na pele, parecida com a do Wolverine, que temos quando ainda estamos no útero.

É bem sabido que nossa pele fetal pode se regenerar completamente quando ferida, sem formar cicatrizes. Isso acontece, pelo menos em parte, porque as células embrionárias produzem fibras proteicas que se fecham rapidamente e contraem a pele ao redor de uma ferida. Quando adultos, nossas células da pele ainda podem fazer isso até certo ponto, mas não da mesma forma.

A equipe de pesquisa, que também inclui cientistas da Universidade McGill, no Canadá, diz que eles encontraram uma maneira de fazer com que a nossa pele volte ao seu estado mais jovem, em termos de cura. O trabalho da equipe mostrando seu design foi publicado esta semana na Science Advances.

Uma ilustração de como o curativo adesivo ativo (AAD) serve para curar melhor a pele.

De acordo com o estudo, os curativos adesivos ativos, como são chamados, são feitos de “hidrogéis adesivos resistentes e termoresponsivos que combinam alta elasticidade, resistência, adesão aos tecidos e função antimicrobiana”. O material adesivo avançado – com uma cola mais forte do que o encontrado em curativos convencionais – é ativado quando exposto ao calor do corpo. Eles também contêm nanopartículas de prata, que têm propriedades antimicrobianas, para melhorar ainda mais a cicatrização.

Na pele de porcos e ratos, os curativos fecharam as feridas muito mais rapidamente do que bandagens tradicionais, reduzindo o tempo necessário para a cicatrização. Eles também pareciam não causar inflamação ou resposta do sistema imunológico, indicando sua segurança no tecido vivo. E em um modelo de computador criado pela equipe, os curativos foram projetados para ter um efeito similar de fechamento de feridas na pele humana, como fizeram em camundongos, sugerindo que eles seriam igualmente eficazes.

A equipe espera que esses curativos possam ser usados ​​não só para cortes e arranhões desagradáveis, mas também para ferimentos na pele mais difíceis de tratar, como úlceras, e o modelo pode ser modificado para outros fins médicos.

“Esta tecnologia tem o potencial de ser usada não apenas para ferimentos na pele, mas também para feridas crônicas como úlceras diabéticas e úlceras de pressão, para administração de medicamentos e como componentes de terapias baseadas em robótica, o autor do estudo David Mooney, bioengenheiro da Escola de Engenharia e Ciências Aplicadas John A. Paulson em Harvard, disse em um comunicado da universidade.

É claro que experimentos em animais bem-sucedidos e simulações por computador não garantem que esses curativos funcionem nas pessoas. Portanto, os testes humanos são, sem dúvida, necessários. Os autores disseram que planejam estudar se sua invenção pode funcionar bem sob uma variedade de cenários e condições médicas, como clima mais frio, o que pode afetar a temperatura da pele.