A Apple costuma manter os preços dos novos iPhones e neste ano não foi diferente. Na verdade, a companhia acabou com o modelo de 16GB e o modelo inicial tem 32GB de armazenamento custando os mesmos US$ 649. Eles adicionaram mais espaço, incluíram um botão home mais sofisticado e retiraram a tradicional entrada para fones de ouvido. Isso mudou alguma coisa no custo de produção do iPhone?

• O que o iPhone 7 ganhou ao perder a entrada para fones de ouvido
• Queda nas vendas de iPhones faz Apple ter seu pior trimestre em 13 anos

De acordo com uma análise da consultoria IHS Markit, o iPhone 7 está custando mais para a Apple se comparado com o iPhone 6s; 18% ou US$ 36 a mais. O valor dos materiais e da fabricação do aparelho somam US$ 224,80. Ainda assim, quase 3 vezes menos do que o preço do varejo.

O componente mais caro é a tela, são US$ 39 pelo painel de IPS LCD de 4.7 polegadas. O processador A10 custa US$ 26 e o conjunto de câmeras US$ 20. Em contrapartida, a bateria custa apenas US$ 2,50.

Segundo o analista Wayne Lam, da IHS Markit, o aumento se deve à evolução do mercado de smartphones: todo mundo já tem um aparelho e convencer alguém a trocá-lo está mais difícil. “Os consumidores estão mais sofisticados, exigem mais”, conta.

Vale lembrar que essa avaliação não leva em consideração custos com embalagens, envios, impostos e publicidade. As empresas também têm um custo com desenvolvimento de softwares, pesquisas, salários, entre outros.

Embora o iPhone 7 esteja mais caro para a Apple, a companhia conseguiu manter o custo ainda menor do que a Samsung tem com o Galaxy S7, de acordo com Lam. A fabricante sul-coreana gasta cerca de US$ 265 com o seu topo de linha e o vende a preços similares à Apple.

[CNET]

Imagem: AP Photo/Kiichiro Sato.