Uma ótima notícia para quem acompanhou o caso dos cães que ficaram presos na ilha de La Palma, no arquipélago das Canárias, na Espanha: os cachorrinhos finalmente foram salvos.

Quem está por trás do salvamento é um grupo misterioso, que quebrou as regras para acessar a área atingida pelo vulcão Cumbre Vieja — em erupção há mais de um mês. Agora, começaram a surgir as primeiras imagens e vídeos dos cães a salvo. Você pode ver algumas delas no vídeo abaixo, feito pelo jornal espanhol AS.

A ilha foi completamente evacuada por conta do evento geológico. No entanto, seis cães acabaram ficando presos no local, e com a restrição de acesso, ninguém poderia resgatá-los.

De acordo com o jornal espanhol El País, os cães pertencem a um caçador de 70 anos que realizava uma caça no momento em que o vulcão entrou em erupção. O dono foi forçado a deixar a ilha. Algum tempo depois, os cães foram localizados por drones cercadas pelo mar de lava. Após um tempo, as empresas locais Ticom e Volcanic Life passaram a levar comida e água para os animais.

A Aerocamaras desenvolveu uma rede especial para realizar o transporte dos cães, mas era necessário ser preciso na operação. Afinal, era difícil atrair os animais para a rede; a solução era chamar a atenção deles utilizando uma isca de comida. Caso o resgate desse errado, o sistema foi desenvolvido para devolver os cães imediatamente para terra firme.

Além das dificuldades do resgate, a legislação espanhola não permite que drones transportem pessoas — e nem mesmo animais. Portanto, a menos que houvesse uma exceção, a operação de salvamento seria ilegal.

Antes que a empresa Aerocamaras pudesse receber autorização judicial para realizar o resgate utilizando drones, imagens do local em que os cães se encontravam apareceram sem a presença dos animais. Um grupo identificado como “A Team” publicou um vídeo no qual é possível observar um cartaz que diz que os cachorros estão bem. Caso as pessoas que tenham feito o salvamento seja identificadas, podem sofrer sanções penais, uma vez que desrespeitaram medidas de segurança para acesso a ilha.

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A atitude do grupo não agradou todo mundo. O diretor técnico do Plano de Emergência Vulcânica das Canárias, Miguel Ángel Morcuende, classificou como “desprezível “o fato de pessoas desrespeitarem as regras e colocarem suas vidas em risco — além de possivelmente prejudicarem as equipes que teriam que ir em seu socorro em caso de algum imprevisto.