A NASA levou humanos à Lua pela primeira vez no final da década de 1960. O ambiente novo trazia preocupações aos cientistas. Afinal, existia alguma possibilidade de os astronautas serem prejudicados por patógenos extraterrestres — e trazerem os invasores consigo no retorno à Terra? 

A maior parte dos pesquisadores considerava isso improvável. Mesmo assim, a NASA colocou a equipe em uma quarentena rigorosa de três semanas após a volta da missão Apollo 11 e encaminhou as rochas lunares trazidas para investigação. 

A poeira foi misturada à ração e utilizada para alimentar peixes e insetos. Agora, baratas que compunham o grupo estudado foram colocadas para leilão no site da empresa RR Auction.

O custo para ter as baratas da NASA guardadas em sua casa não é nada baixo. Atualmente, o lance está em US$ 12.100 (cerca de R$ 57.300). A venda ficará aberta até o dia 23 de junho. 

Essas baratas também passaram pelas mãos de Marion Brooks, entomologista da Universidade de St. Paul, nos EUA, que investigou os insetos a pedido da agência americana. O regolito retirado de dentro das baratas também foi colocado em leilão, assim como documentos que atestam a pesquisa. 

Todos os itens foram mantidos na casa de Brooks até o ano de sua morte, em 2007. Depois disso, foram vendidos em um primeiro leilão pelo valor de US$ 10.000. Agora, as baratas usadas para estudos da NASA voltaram ao mercado e serão vendidas por um valor ainda mais alto.