Eu não uso mais o Word desde agosto de 2005, quando foi lançado o Writely.com, que depois veio a ser comprado pelo Google e transformado no componente de texto do Google Docs. Nunca usei mais do que os componentes básicos do Word, então pra mim era suficiente. Para muitos não era, pela falta de alguns recursos – um deles, a inexistência de quebra de página. A última atualização do Google Docs finalmente trouxe isso, entre outras coisas.

Me pergunto por que demorou tanto tempo, mas o Google provavelmente estava adicionando recursos um a um, e este não estava na lista de prioridades, apesar de ter um impacto muito grande no “feeling” de uso do editor de texto. Já conheci gente que achou legal o Google Docs e a possibilidade de ter seus textos salvos automaticamente a cada poucos segundos e disponíveis de qualquer máquina com internet, mas que não conseguiu se adaptar à “página infinita” que imperava no serviço.

Outra novidade da última atualização é o suporte à impressão direta. Até então, o Google Docs simplesmente montava um PDF que você imprimia a partir dele mesmo, agora dá para imprimir diretamente, sem este passo extra. Segundo o Google, a impressão direta usa um novo padrão web que por enquanto só funciona no Chrome.

Fazia um tempo que eu não usava o Google Docs para escrever, e fiz um teste agora lá. Ele tem todas as opções de formatação de texto. Tem listas numeradas e não numeradas. Tem tabelas. Tem régua para medir recuo de parágrafos. Trabalha com imagens, links, equações, desenhos, comentários, notas de rodapé, cabeçalhos etc. Salva e abre em DOC, DOCX, PDF e todos os formatos de texto usados atualmente. Então é com curiosidade genuína que eu pergunto: se você ainda usa o Word ou qualquer outro editor de texto desktop, por quê? [Googleblog]