Os vigilantes em Guardiões da Galáxia são uma equipe de diversas espécies diferentes, e naturalmente foi necessário muito trabalho em efeitos visuais para criá-los. O FX Guide contou um pouco da história desses artistas que criaram um guaxinim falastrão, uma árvore adolescente e toda aquela gangue de alienígenas que você quase acredita que são reais.

O supervisor de efeitos visuais, Stephane Ceretti, se juntou a uma equipe de mais de 13 empresas diferentes incluindo MPC, Imageworks, e outros grandes nomes da indústria. Os efeitos visuais foram fundamentais para o sucesso dos Guardiões, mas a abordagem para cada um dos personagens foi diferente:

“O mais importante para nós”, diz Ceretti, “foi garantir que as atuações foram críveis e que os atores conseguiram responder a outro ator. O Groot não tem muito a dizer – ele diz “Eu sou Groot” na maior parte do tempo (com a voz de Vin Diesel, na versão original), mas ele tem muita expressão em seu rosto, e isso determina o que ele quer dizer. Rocket tem muitas falas e se move muito, então era importante que James tivesse um ator real para interagir com outros atores.”

Falando em Groot, ele representou uma quantidade considerável de desafios. É uma árvore com qualidades humanas que só diz uma frase. Então a forma como ele expressa emoções é importantíssima:

[MPC (o estúdio responsável pelo Groot)] reconheceu que os olhos de Groot eram essenciais. “Gastamos muito tempo desenhando e construindo as dinâmicas complexas dos olhos,” diz Aithadi. “Colocamos muitos detalhes nas texturas e coisas que seriam deslocadas em suas íris – queríamos realmente colocar sombras lá. E trabalhamos muito para quebrar a simetria. Quando você olha para humanos, o que faz os olhos serem interessantes são as imperfeições – tentar fazer as duas íris não mirarem para o mesmo lugar – tentar fazê-los estranhos e humanos. Poderia olhar para o Groot por anos, porque ele tem esse olhar penetrante e toda a sabedoria estampada em seu rosto.”

Rocket, o guaxinim geneticamente modificado, foi totalmente diferente. Ele é baseado em uma criatura real, então eles usaram guaxinins reais como referência. Mas sua animação é mais complexa do que simplesmente imitar os movimentos do animal, já que, como é possível ver no filme, o personagem Rocket tem muitas camadas emocionais. Emoções de lado, um dos maiores desafios foi fazer seu pelo parecer real:

Para isso, a Framestore se aproveitou de um sistema interno. “Ele usa uma série de filtros para criar uma rede de diferentes funções que dão a cada fio seu próprio formato”, explica Rachel Williams, da Framestore. “Como o pelo de um guaxinim é feito de uma camada de pelos finos e depois uma camada mais grossa, conseguimos separá-los para que isso simulasse pelos maiores. Ao fazer isso, conseguimos simular a quantidade completa de pelos em vez de usar uma densidade menor para criar o resto dele. Isso resultou em simulações mais precisas. O pelo foi separado em partes diferentes para pontos de divisão naturais. Isso significa que podemos facilmente remover partes do pelo que não são visíveis em uma cena.”

Há muito mais em Guardiões da Galáxia além da dupla árvore/guaxinim – personagens, naves, planetas e mais. E é por isso que foi necessário ter um exército de animadores para levar a história em quadrinhos para as telonas. O processo foi duro, mas compensou, ao menos do ponto de vista de audiência. [FX Guide via Digg]