Viver custa caro. Mais em alguns lugares, menos que em outros. Dentre os diversos fatores que pesam na hora de escolher onde morar, o custo de vida é um dos principais. O ruim é que às vezes só na hora em que já estamos na cidade nova nos deparamos com algumas surpresas desagradáveis. O Custo de Vida tenta mudar isso.

Não seria legal se houvesse um lugar que concentrasse a média de preços de itens básicos como alimentação, lazer e moradia, determinada com informações de pessoas comuns? É mais ou menos essa a premissa do Custo de Vida, site desenvolvido pelo mineiro Lucas Franco.

O site é bem simples. No canto superior direito, você digita o nome da sua cidade. Se ela já tiver dados, aparece uma lista de itens divididos em seis tópicos (bar e restaurante, supermercado, transporte, utilidades, esporte e lazer, moradia) com os preços extraídos da média de todas as colaborações. Quanto mais pessoas contribuírem, mais preciso é o retrato do custo de vida da cidade. No topo, há um índice geral, uma nota atribuída à cidade — quanto menor, mais barato de se viver ali.

Uma ferramenta do tipo deixa bem clara a economia que viver no interior gera. São Paulo e Rio de Janeiro tiraram notas 9,2 e 9,8, respectivamente — duas das maiores do site. Maringá-PR, a cidade mais próxima daqui que já conta com uma página no Custo de Vida, tirou 4,2. O preço que se paga em um kitnet em São Paulo aluga um vasto apartamento de três quartos no interior paranaense.

A estrutura aparentemente simples deixa algumas preocupações sobre como ela lida com eventuais fraudes ou inserção incorreta (e irreal) de valores. Mas a gente confia na boa fé das pessoas em alimentar corretamente o site. Acesse-o e informe os da sua cidade aqui. [Custo de Vidavaleu, Alexandre!]