David Hockney, o pintor inglês conhecido por suas obras de pop art e experimentação tecnológica, está mostrando mais de 300 desenhos feitos no iPad em uma exposição em Paris. Artista famoso, tecnologia bacana, tudo legal, não? Há mais controvérsia nisso do que você poderia ter imaginado.

“Muito comuns… alguns são muito ruins“, disse o ex-diretor de web design do New York Times, Khoi Vinh. “Lixo” é o veredicto de Choire Sicha, co-editor do Awl e ex-marchand.

Mas como The Atlantic nos lembra, Hockney tem brincado com instrumentos tecnológicos por décadas, incluindo programas gráficos da década de 80 e uma coisa chamada “FAX art”. E existem alguns benefícios práticos para o uso da tablet: “A luz de fundo do iPad permite pintar a qualquer hora do dia, a paleta de cores do app proporciona qualquer pigmento, e sua própria natureza deixa o processo de preparação e limpeza obsoleto.” O iPad também permite Hockney fazer a maior parte do seu trabalho na cama. Com outro dispositivo da Apple ele foi capaz de rapidamente renderizar uma cena do amanhecer no Mar do Norte, quando normalmente “estaria muito escuro para ver as pinturas”.

Mesmo Sicha admite que há um “maravilhoso, incrível e inesperado” aspecto no trabalho do artista, assim como o outro crítico Vihn. Mas, admitir as incríveis possibilidades inerentes da pintura com o iPad só faz com que as obras do Hockney pareçam mais sem graça. Vinh diz:

Você experaria de alguém como David Hockney que ele fosse capaz de mostrar mundos totalmente novos… em um dispositivo como o iPad. Ao invés disso os trabalhos em “Fresh Flowers” são ecos fracos de um mundo que já conhecemos.

Ou, dando a palavra para os críticos nativos do iPad: “Uma estrela/Não recomendo/‘Muito potencial, execução fraca’.”

[Pinturas de iPad via The Atlantic ]