O oceano cobre dois terços do nosso planeta, mas nós só exploramos cerca de 10% da sua profundidade. Alvin pode até fazer bastante coisa, então a National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) aposta em um par de veículos para o fundo do mar (DSV, da sigla em inglês Deep Sea Vehicles) para explorar as águas na região do Havaí por uma década e o que eles encontraram já mudou a história.

A Pisces IV (e a irmã gêmea Pisces V) é um DSV movido a bateria que é capaz de transportar uma tripulação de três pessoas a 2 mil metros de profundidade. As Pisces foram originalmente desenvolvidas pela Hyco International Hydrodynamics em Vancouver para serem usadas pelo Departamento de Pesca e Oceanos do Canadá onde completaram 1880 mergulhos no Atlântico, Ártico e Pacífico antes do orçamento ser cortado e o programa ser cancelado em 2000. Desde então, as Pisces foram adotadas e modernizadas pelo Laboratório de Pesquisa Submarina do Havaí, braço da NOAA.



A Pisces IV tem 6 metros de largura, 3 metros de altura e pesa 14,5 toneladas. A sua batisfera é grande o suficiente para acomodar três pessoas e seu sistema permite mergulhos de 7 a 10 horas, com sistemas de emergência que conseguem manter a tripulação viva por até cinco dias. Um par de baterias fornece energia a propulsores montados na lateral que podem impulsionar o DSV a velocidades de 3,7km/h. Enquanto elas são capazes de coletar amostrar e posicionar sondas com um par de braços mecânicos, a maior parte dos dados coletados vem de câmeras posicionadas na parte frontal do DSV. Elas utilizam câmeras de baixa luz em preto-e-branco para filmar criaturas tímidas do fundo do mar que se assustariam pelos holofotes brilhantes em condições de iluminação natural em profundidades de 30 metros, assim como câmeras MINI-ZEUS HDTV da Insite Pacific. Os cientistas a bordo podem ver o oceano por conta própria através de janelas de acrílico.

Ambos os DSVs são transportados para locais de mergulho ao redor do Havaí a bordo do R/V Ka’imikai-o-Kanaloa. Eles são lançados apenas durante a luz do dia à medida que são servidos todas as noites. Normalmente um DSV é lançado em um a hora com o outro sendo mantido em reserva em caso de emergência (eles podem se enroscar em linhas de pesca descartadas, por exemplo, e precisarem do outro para ajudar a se desprender) mas também podem ser lançados ao mesmo tempo se a pesquisa exigir isso. Eles frequentemente mergulham próximo ao Vulcão Lo’ihi e nas margens da Grande Ilha. Todo ano, pesquisadores descobrem novas espécies de vida marinha com a ajuda dos DSVs e, em 2002, eles até tropeçaram em um submarino japonês estacionado em Pearl Harbor pouco antes dos ataques. Ele foi afundado e permaneceu perdido no mar por 61 anos. Foi apenas a terceira vez que as Pisces mergulharam juntas, mas, de acordo com o diretor da HURL, John Wiltshire, foi “provavelmente a descoberta arqueológica mais significativa no Pacífico.” [Wikipedia – NOAA – SOEST 12]