Ele se parece com um UAV (avião não-tripulado) para mim e para você, mas para uma bateria anti-aérea S-400, este pequeno drone é tão grande e ameaçador quanto um B-29 Superfortress.

O Miniature Air Launched Decoy (MALD) é um drone de 2,7 metros e 136 kg designado para batalhas eletrônicas e projetado para copiar os perfis de voo de aviões norte-americanos, confundindo assim os sistemas de defesa aérea dos inimigos.

O MALD é lançado de uma nave em pleno voo e viaja por um curso pré-programado de até 100 checkpoints ao longo de mais de 900 km. Enquanto voa por aí, seu avançado Subsistema de Assinatura Aumentada (SAS no original) composto de vários extensores de radares ativos cobrindo uma grande faixa de frequências, dispara sinais que imitam assinaturas de radar e perfis de voos de aviões aliados maiores e mais perigosos — qualquer coisa de um B-52 Stratofortress ao F117 Nighthawk. Ao lançar uma pequena armada desses drones no espaço aéreo inimigo, eles forçam as baterias anti-aéreas a ou permanecerem inativas (deixando o que pode ser uma frota de bombardeiros passar por sobre as suas cabeças), ou abrirem fogo e revelar suas posições, permitindo que os bombardeiros de verdade partam para cima.

O sistema MALD esteve em desenvolvimento desde 1995. Ele começou ainda menor, um drone de US$ 30 mil construído pelo Northrop Grumman que usava um motor a jato J-50. Infelizmente esse design tinha um alcance muito limitado para ser efetivo, então a Força Aérea dos EUA engavetou o programa até o começo dos anos 2000. Em 2003, eles o reabriram com uma licitação e a Raytheon ganhou com a versão de US$ 120 mil em uso atualmente. Pode parecer um pouco caro para uma isca descartável, mas é certamente muito mais barato do que ter caças de US$ 70 milhões abatidos.

O design original do MALD foi estendido nos últimos anos para incluir a habilidade de interferência. Esta saída de sinal extra confunde ainda mais as baterias anti-aéreas locais e replica com precisão os sinais usados por aviões stealth para interferir nos radares. Isso significa que, em vez de mandar um EA-18G Growler tripulado para um território hostil, a Força Aérea pode simplesmente despachar alguns MALD-Js para voar e eles ficarão pairando sobre o campo de batalha, confundindo as forças inimigas. “O MALD-J salvará vidas de pilotos porque os comandantes poderão usá-los para conduzir missões de interferência perigosas em vez de usar aviões tripulados para fazer o serviço,” disse Harry Schulte, vice-presidente de Sistemas de Guerra Aéreos da Raytheon, em comunicado à imprensa.

Embora o MALD-J ainda tenha sua estreia por fazer (e fará, no final do ano), antes ele verá a ação a bordo de F-16s, B-52Hs, C-130s e o EA-18G. E a Força Aérea já considera expandir o papel do drone integrando-o à frota de caças F/A-18E/F Super Hornet, transformando-os em Growlers de baixo-custo. [Defense Talk – Raytheon 1, 2WikipediaDefense Industry Daily]