Muita calma nessa hora: você não caiu em outra dimensão e isto não é uma miragem. São apenas ilusões anamórficas.

Vendo pelo ângulo certo temos diversas formas geométricas flutuando pela biblioteca, pela casa, pela empresa… Caso você mude um pouco o ângulo de visão, verá que não há nada além de um bocado de linhas e círculos retorcidos.

O mago da anamorfose arquitetônica se chama Felice Varini, um artista suíço. Segundo ele, o posicionamento das obras de arte é arbitrário, mas é sempre melhor colocar o ponto de vista ideal em um local com muita movimentação. Podemos observar algumas de suas obras abaixo:

O ponto de vista é muito importante nas obras de Felice Varini:


Vários materiais são utilizados nas obras:


As obras empreendem grande conhecimento de perspectiva e podem ser consideradas um espetáculo da geometria:


Este tipo de efeito pode ser usado para decorações de ambientes:


Caso você queira um pouco de emoção no caminho de casa, você pode tentar uma das ilusões anamórficas de Julian Beever, o inglês conhecido como “O Picasso do Asfalto”. Ele acredita que este tipo de arte é excelente por chamar a atenção de quem passa pelo local (e tem como não perceber uma lagosta gigante pronta para comer um bebezinho?).

 “Babyfood”, por Julian Beever:


A lagosta gigante, vista pelo ângulo errado:


Quando um caracol se aproxima de uma moça na praça: 


Para desenhar o caracol na superfície brilhante do banco, uma cobertura de papel foi necessária. Além disso, um pino de metal foi incorporado à cabeça do caracol.


Julian Beever faz propagandas com suas imagens. Neste caso, ele fez para a Worldcard, impressora e scanner de cartões empresariais, em Istambul.


Se a decoração de ambientes não for seu forte, você ainda pode imprimir e recortar estas anamorfoses em alta definição e impressionar a família no Natal.