Como fazer com que um avião de 20,5 toneladas alcance a velocidade necessária para decolar em um porta aviões com uma pista de pouco mais de 80 metros? Com uma gigantesca catapulta a vapor, é claro. Jörg Sprave ficaria orgulhoso.

A moderna catapulta de aeronaves, parte do Sistema CATOBAR (Catapult Assisted Take Off But Arrested Recovery), consiste em um gancho de reboque, que se conecta com o trem de pouso abaixo do nariz do avião, ligado a uma lançadeira. A lançadeira então se conecta com um engate de metal que sai através de uma fenda do convés de voo e é ligada a um par de pistões abaixo do convés. Esses pistões ficam em cilindros paralelos, de 46cm de diâmetro e 91 metros de comprimento, que são carregados com vapor de alta pressão a partir dos reatores do porta-aviões.

Uma vez que os cilindros estejam suficientemente carregados – pouca pressão e o avião mergulha no oceano, muita pressão e o lançador irá destruir a frente do avião – a aeronave liga o seu acelerador (para aumentar o impulso) e o oficial da catapulta libera a trava dos pistões. Isso faz com que os pistões batam violentamente para frente, acelerando o avião pela pista até o fim do porta-aviões – indo de 0 a 265 km/h em dois segundos.

Para evitar que a lançadeira simplesmente se incline ao final do trajeto (ou caia no oceano) a 265 km/h, os porta-aviões empregam um sistema de freios com água para freia-la sem dano. Ele consiste em um amortecedor horizontal cheio de água do mar aerada. A resistência que essa água fornece desacelera e eventualmente para os pistões. [Wikipedia – US Navy Aircraft History – How Stuff Works– Electronic Aviation]

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