Seja você um enorme geek ou um ludista, certamente você se anima quando cientistas inventam novos tipos de lasers, especialmente um que deve substituir o que usamos há 40 anos nas comunicações por fibra óptica. Uma equipe do CalTech acabou de fazer isso. Empolgue-se.

Este novo laser é notável por sua alta pureza espectral jamais atingida antes. A pureza espectral basicamente se refere a quão próximo um laser está de operar em uma única frequência. É uma métrica importante porque quanto mais estreita a faixa de frequências, mais informações a luz do laser pode transportar. Isso também permite uma transferência de dados em velocidade maior – em outras palavras, internet mais rápida. Como as redes de fibra óptica aos poucos ganham espaço nas cidades, isso é uma boa notícia para todos.



No momento, a maior parte das redes de fibra óptica do mundo usa algo chamado distributed-feedback semicondutor (S-DFB). Essa tecnologia foi desenvolvida em meados dos anos 70 e domina o mundo das redes de fibra óptica devido à sua pureza espectral alta. O laser S-DFB consegue atingir a pureza ao usar uma ondulação em nanoescala dentro da estrutura do laser que atua como um filtro. No entanto, essa pureza é comprometida por semicondutores de laser III-V, que absorvem luz causando uma degradação da pureza espectral.

O novo laser da CalTech melhora o design antigo ao substituir os semicondutores III-V por silício, que não absorve luz. Isso permite ao laser atingir faixas de frequência até 20 vezes mais estreitas do que o laser S-DFB. É difícil dizer se essa inovação vai nos garantir internet 20 vezes mais rápida do que temos hoje, já que muitos outros fatores também influenciam na velocidade de transferência de dados, mas o novo laser certamente melhorará o sistema. [PNAS]