Quem é idoso pode sofrer com a degeneração macular relacionada à idade (DMRI), que afeta a retina de mais de 10 milhões de pessoas por ano só nos EUA. Felizmente, ainda há esperança para os olhos dos idosos: um novo implante ocular do tamanho de uma ervilha pode restaurar a visão a quem a perdeu.

No olho humano, a mácula atua como um ponto focal para a luz, e gera a maior parte da sua visão central detalhada. Mas, por motivos ainda não explicados, esta parte da retina pode parar de funcionar com a idade, resultando em DMRI.



“A degeneração macular danifica a retina e cria um ponto cego no campo central de visão”, diz Mark Mannis, chefe de oftalmologia e ciências da visão e diretor do Centro de Olhos da UC Davis Health System, em um comunicado à imprensa.

Mas como funciona? Mannis explica: “Este telescópio implantável é um novo tratamento que dispensa a mácula, redirecionando a luz recebida para uma área saudável da retina. O implante telescópico restaura a visão ao projetar imagens em uma parte não-danificada da retina, permitindo aos pacientes ver novamente os rostos das pessoas e os detalhes de objetos localizados diretamente à frente deles.”

O implante foi inserido em maio – com resultados extraordinários – no olho esquerdo de Virginia Bane, 89 anos, uma artista da Califórnia (EUA). “Agora eu posso ver melhor do que nunca”, diz ela. “As cores estão mais vibrantes, bonitas e naturais, e eu posso ler letras grandes com os meus óculos que não conseguia ler nos últimos sete anos. Estou ansiosa para conseguir pintar de novo.”

Até agora, apenas 50 pacientes em estágio avançado de DMRI receberam esta prótese nos EUA. Para ser elegível para este tratamento, a pessoa deve ter pelo menos 75 anos de idade e sofrer de DMRI seca estável. A DMRI úmida, na qual vasos sanguíneos na parte de trás do olho vazam sangue, não pode ser tratada com este telescópio. Entre os pacientes elegíveis, cerca de 60% dos pacientes que receberam o tratamento recuperaram pelo menos três linhas de legibilidade em testes padronizados de visão.

“A visão de Virginia continuará a melhorar ao longo do tempo, à medida que ela treina seu cérebro a ver novamente”, diz Richard Van Buskirk, optometrista da Sociedade dos Cegos. “Ela basicamente usa seu olho esquerdo com o implante telescópico para ver detalhes, como para usar os botões de um micro-ondas, ou ler um livro. Seu olho direito, sem tratamento, fornece a visão periférica que contribui para a mobilidade – como caminhar ou se orientar dentro de casa. No fim, seu cérebro vai se adaptar automaticamente, usando a capacidade de cada olho conforme necessário.”

[Live ScienceUC Davis (1)UC Davis (2)UC Davis (3)Fox NewsSacramento Bee – Imagens por UC Davis]