Se você já trabalhou em um escritório com alguém que digita como uma britadeira, já deve ter percebido que cada um tem seu próprio jeito de bater nas teclas. Agora, os cientistas criaram um protótipo de um teclado que pode identificar os usuários pelos seus padrões de digitação únicos. Pode ser o começo de uma próxima geração de senhas que não leva em conta apenas o que você está digitando, mas também como.

O teclado, descrito esta semana na revista ACS Nano, vem com toda uma série de funções inteligentes: revestimento hidrofóbico que repele a poeira e sujeira e capacidade de gerar energia elétrica com a batida dos teclas. A parte mais intrigante de tudo, porém, é o teclado pode identificar o que os cientistas chamam de “dinâmica de digitação pessoal.”

O teclado é feito de películas finas de material que interage para fechar um circuito quando um dedo se aproxima de uma tecla. Os cientistas então medem a tensão e a corrente de saída quando os botões são apertados, que são exclusivos para cada indivíduo, dependendo do “modo e ritmo do batida nas teclas, hábitos de digitação, tamanho dos dedos, a bioeletricidade individual e a força aplicada”.

Por enquanto, essa é uma pesquisa muito preliminar, usada para distinguir três indivíduos digitando uma única palavra. Mas ela aponta para uma possibilidade intrigante. Senhas são um saco. Estamos tentando encontrar algo melhor. Em vez de dispensar a senha inteiramente, talvez possamos usar criatividade para dificultar as coisas para quem quer roubá-las. Roubar uma senha é algo relativamente fácil; porém, é muito difícil de imitar perfeitamente como alguém digita. [ACS Nano]