Seguros contra acidentes de trabalho são uma conquista historicamente recente. Nos EUA, elas datam do início do século XX, graças aos movimentos trabalhadores. Antes disso, ferimentos no trabalho eram tratados com indiferença ou recebiam uma pequena quantia em dinheiro — afinal de contas, os trabalhadores das fábricas ganhavam apenas alguns centavos por dia, o que significa que o pagamento de meio ano não era significativo para as grandes empresas.

Mas, com os direitos dos trabalhadores, veio também a preocupação com a segurança. E, com ela, o problema de como comunicar, já que nem todos os trabalhadores eram alfabetizados. Cartazes vívidos e geralmente horripilantes representando o pior risco possível — ser eletrocutado, ser envenenado por monóxido de carbono, decepar um dedo, etc — se tornaram a norma. Um post recente do 50 Watts, um blog sobre ilustração, desenterrou alguns exemplos excelentes de um arquivo histórico da Holanda.

É fascinante ver como os estilos mudaram à medida que o design gráfico evoluiu. Nos anos 20 e 30, químicos e eletricidade eram antropomorfizados como monstros literais, animais e fantasmas. Mas com o ethos Bauhaus e o design suíço, o perigo se tornou uma figura abstrata — uma série de cores, fontes e símbolos arranjados de maneira artística na página. Qual estilo era mais efetivo? [Memory of the Netherlands via 50 Watts]

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Abra as portas e janelas antes de ligar o motor (1925)

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Um toque! Monstros se escondem nos fios elétricos. (1925)

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Isto é o que acontece quando a saída de emergência está impedida! (1926)

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A capa estava muito alta (1942)

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Monóxido de carbono é uma ameaça traiçoeira. Não ligue geradores na garagem (1942)

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Cheque regularmente sua segurança (1972)

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Proteja sua saúde (1972)