As enzimas têm sido amplamente estudadas para o desenvolvimento de remédios e tratamentos de doenças como o câncer. A Taspase 1 é uma que vem mostrando resultados promissores, de acordo com um novo artigo publicado na Structure. A análise da estrutura dessa enzima mostrou que eliminar uma região específica pode contribuir para inibir a progressão de tumores.

A Taspase 1 é classificada como uma protease, o que significa que sua função é quebrar proteínas para transformá-las em peptídeos menores ou em aminoácidos. Elas são fundamentais para alguns processos fisiológicos, como o metabolismo, proliferação e migração celular.

O problema é que nem sempre essa enzima funciona da maneira esperada, o que acaba resultando em uma série de doenças, incluindo leucemia, cânceres de cólon e de mama, além de glioblastoma — um tumor cerebral grave. Pelo fato desses desequilíbrios da Taspase 1 estarem frequentemente relacionados à origem e metástase de diversos tipos de câncer, os cientistas têm se dedicado a estudar a estrutura da protease.

O artigo recente da Structure revela pela primeira vez uma região inexplorada da enzima que é essencial para o funcionamento da molécula. Para o estudo dessa estrutura, os pesquisadores da Universidade Estadual do Arizona utilizaram uma técnica chamada cristalografia de raios-X e confirmaram suas descobertas por meio de microscopia eletrônica.

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A partir da análise da estrutura, os autores do artigo observaram que a redução da região helicoidal (ou seja, a região em forma de hélice) crítica da Taspase 1 limita a atividade da enzima. Já ao eliminar essa mesma região, a protease seria totalmente desativada, o que poderia bloquear a progressão do câncer, sugerem os pesquisadores.

Em comunicado da universidade, Jose Martin-Garcia, principal autor do estudo, afirmou que essa descoberta sobre como inibir a Taspase 1 a partir de um fragmento inexplorado da enzima pode ser extremamente benéfica para pesquisas futuras sobre terapias contra o câncer.

[EurekAlert]