O tweenbot, um bichinho alegre e de corpo de papelão, é equipado com uma bandeira que indica a sua direção pretendida. Como ele só se move pra frente, ele depende da bondade dos estranhos para guiá-lo e para remover os obstáculos.

Kacie Kinzer, estudante da Escola de Artes Tisch, criou o tweenbot como parte de uma experiências. Nas suas palavras:

Eu fiquei imaginando: será que um objeto semelhante a um humano poderia passear por calçadas e ruas junto conosco e, ao fazer isso, criar uma narrativa a respeito do nosso relacionamento com o espaço e a nossa disposição em interagir com o que encontramos nele? E, mais importante, como nossas ações podem ser vistas dentro de um contexto maior de conexão humana que emerge da complexidade da cidade em si? Para dar respostas a estas perguntas, eu construí robôs.

 

Na cidade de Nova York, eu suporia que o tweenbot de rostinho risonho seria esfaqueado, pisoteado, assaltado ou recoberto de pichação, mas todas as suas jornadas foram completadas sem nenhum percalço. Os pedestres paravam e ajudavam o carinha quando ele ficava preso contra um meio fio ou ia de encontro ao trânsito e o apontavam para a direção certa*.

Não sei sobre vocês, mas eu gosto de pensar que este projeto diz mais sobre o estado das pessoas e sobre o clima dos EUA do que aquelas estúpidas notícias negativas sobre o mercado de ações. É a coisa mais fofa e acolhedora que eu vi desde o último filme dos Muppet Babies. [Tweenbots]

*NT: aqui em São Paulo, certamente ele seria no mínimo levado embora, e não precisa nem ser por um pivete de rua.