A situação econômica do país não é das melhores. Houve aumento do desemprego, a inflação está alta e projeções apontam que não teremos crescimento econômico em 2016. Este cenário afeta a confiança das pessoas e faz com que elas segurem mais seus gastos. No entanto, uma pesquisa feita em parceria entre o Google e a Cielo diz que há uma intenção de compra represada, especificamente no comércio eletrônico, e que estas barragens têm dia para serem abertas: 25 de novembro, também conhecido como a Black Friday 2016.

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A tese pode parecer contraditória, mas o estudo se baseia em algumas evidências para esperar com entusiasmo a Black Friday de 2016:

– o Google registrou um aumento de 60% ano a ano em buscas pelo melhor preço;

– no Dia das Mães, Dia dos Namorados e Dia dos Pais (datas grandes para o comércio), houve aumento de compras online de 8%, 16% e 12%, respectivamente;

– o índice de confiança do consumidor começou a crescer no país no segundo semestre;

– 74% das pessoas disseram estar engajadas ou animadas com a proximidade da Black Friday.

Intenção de compra

O levantamento também perguntou aos entrevistados sobre a intenção de compra deles, e o interessante é que alguns estão esperando a Black Friday para poderem comprar determinados produtos.

A categoria líder em interesse é “áudio e vídeo” (o que inclui home theater, soundbars e aparelhos de som), com 66%. Na sequência, temos produtos de informática (computadores, impressoras, tablets e notebooks) com 58%; celulares e smartphones (57%) e televisores (57%).

Destacam-se ainda no ranking as categorias eletrodomésticos (54%), artigos esportivos (48%) e passagens aéreas e hotéis (44%). O levantamento foi feito com oitocentas pessoas de 18 a 54 anos, das classes A, B e C, durante o mês de agosto.

Quanto se gasta na Black Friday

Para entender os hábitos do consumidor, a pesquisa também perguntou quanto os entrevistados gastaram na edição passada. De modo geral, os valores variavam entre R$ 240 e R$ 1.400, e o tíquete médio ficou em R$ 1.098,80 — claramente puxado por quem gastou mais durante a data.

Para entender melhor o processo, os entrevistados foram divididos em três estratos:

– Heavy (23% dos entrevistados): gastos acima de R$ 1.400, com média de R$ 3.041,30;
– Medium (54% dos entrevistados): gastos entre R$ 241 e R$ 1.400, com média de R$ 688,70;
– Light (23% dos entrevistados): gastos abaixo de R$ 240, com média de R$ 111,70.

Como sabemos, a Black Friday costuma chamar a atenção dos consumidores pelo preço. O levantamento mostra que os principais fatores considerados na hora da escolha do produto são: valor da mercadoria (42%), possibilidade de parcelamento (21%) e custo de frete (17%).

Numa situação em que os três fatores são semelhantes, mais da metade dos consumidores (63%) acabaria escolhendo como fator de desempate a loja virtual mais confiável para colocar seus dados pessoais.

Sobre este último fator, o consumidor prefere um site mais confiável porque o meio de pagamento mais usado pelos compradores ainda é o cartão de crédito (61%) parcelado.

E você? Como pretende comprar nesta Black Friday? Responda ao nosso questionário: