A fábrica da Foxconn em Shenzhen, China, é também a casa de metade de seus 420 mil funcionários. Eles fazem nossos gadgets e computadores e vão direto para seus dormitórios num campus com 2,1 quilômetros quadrados. Eu estive lá.

Esse prédio é um dos mais antigos do campus, sendo um dos primeiros a ser construído. É um prédio de dormitório para homens – mulheres têm instalações separadas – e povoada pelos trabalhadores de cargo mais baixo.

Depois da sequência de onze suicídios no início do ano, cada prédio no campus da Foxconn é envolto por uma rede. Pode parecer mórbido, mas tudo indica que é algo efetivo; não houve mais casos de suicídios desde que as redes foram instaladas, em maio.

Os corredores ficam institucionalmente vazios e sem luz para economizar energia, manter a temperatura baixa e permitir que os trabalhadores do turno noturno possam dormir sem interrupções durante o dia.

Um dos quartos. Oito trabalhadores dormem em quatro beliches num quarto do tamanho de uma garagem para dois carros.

Os objetos do banheiro ficam numa prateleira, dentro de canecas.

Uma sala de televisão existe em cada andar. Eu brinquei com o executivo da Foxconn que me acompanhava, dizendo que se existe um lugar que pode instalar televisores cada vez maiores para os funcionários, esse lugar é a Foxconn, já que ela fabrica TVs para as maiores empresas do ramo.

Equipamentos de ginástica nos espaços entre os prédios.

Num dormitório mais moderno, a pia é colocada perto da varanda, onde os trabalhadores podem lavar suas roupas e a si mesmo. Recentemente, a gestão dos alojamentos foi terceirizada para uma empresa de operações locais, numa tentativa de dar respostas aos empregadores sobre as condições de vida de seus funcionários. Ainda não está claro, no entanto, como o gerenciamento externo irá alterar a natureza do campus.

Esta reportagem especial foi feita numa parceria entre o Gizmodo e a WIRED Magazine.