Assim como a atitude da Biblioteca do Congresso americano de bloquear o acesso ao WikiLeaks, esse tipo de diretriz draconiana só deixa as coisas mais complexas para o governo, e não mais protegidas. Apesar de a proibição só se aplicar às máquinas internas do exército, para proteger a SIPRNnet, a atitude irá ser mais complexa para as tropas do que o Pentágono imagina. O Danger Room explica que “computadores confidenciais já costumam ser desconectados da rede, ou estão em locais com baixas taxas de banda. Um DVD ou um pendrive normalmente são o caminho mais fácil de conseguir as informações de várias máquinas”, e cita uma frase de um militar descontente com a imposição: “Antes, eles nos pediam para construir lares. Agora eles estão levando nossas ferramentas embora”.

Nós entendemos que a proibição é mais uma resposta direta ao fato de um dos vazamentos do WikiLeaks ter sido copiado num CD da Lady Gaga. Mas deve existir, por trás de toda a sabedoria da Darpa e do Pentágono, uma solução melhor para detectar centenas de milhares de documentos secretos sendo transferidos de uma só vez em suas redes – ao invés de banir ferramentas básicas do século 21 que são necessárias para o Exército. [Danger Room]