Os pesquisadores do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da NASA tiveram uma surpresa desagradável quando instalaram uma bateria de íon-lítio no robô RoboSimian e o plugaram para recarregar. A bateria explodiu, transformando tudo numa grande bola de fogo e destruindo o robô.

• O principal motivo pelo qual baterias explodem e pegam fogo
• Novas baterias usam nanofios e podem ser recarregadas mais de 100.000 vezes

Nos últimos meses, o problema de baterias de íon-lítio pegando fogo tomou grandes proporções com os acontecimentos relacionados ao Galaxy Note 7, mas esse caso do RoboSimian é um exemplo extremo do que realmente pode acontecer.

Seu celular pode explodir violentamente como esse robô? Não. A bateria dos smartphones é geralmente composta por uma única célula, enquanto a máquina da NASA tinha 96 delas, resultando numa reação em cadeia enorme.

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E o que exatamente deu errado aqui? A NASA ainda não divulgou o relatório final da sua investigação, mas o pessoal da Wired conversou com Brett Kennedy, líder do projeto RoboSimian, que suspeita que a bateria tinha uma célula danificada, que resultou numa sobrecarga e levou ao superaquecimento, pegando fogo e levando o resto da bateria junto.

A bateria do Note 7 aparentemente tinha um problema semelhante – uma célula defeituosa. Portanto, um recado para quem ainda não devolveu o aparelho da Samsung no recall: assista ao GIF do RoboSimian pegando fogo várias vezes, até se convencer de que não é uma boa ideia andar com ele por aí.

[NASA Office of Safety & Mission Assurance via Wired]

Foto por JPL-Caltech