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Facebook anuncia criptografia total do Messenger após polêmica sobre aborto

Anúncio de criptografia do Messenger ocorre depois da prisão de adolescente por suspeita de aborto nos EUA; ela teria tido chats vazados pela plataforma

Facebook anuncia criptografia total do Messenger após polêmica sobre aborto

Imagem: Karlis Dambrans/Flickr/Reprodução

O Facebook anunciou na quinta-feira (11) que está em testes para tornar padrão a criptografia de ponta a ponta em todos os bate-papos do Messenger. A medida vem na esteira da polêmica sobre a prisão de uma adolescente de 17 anos por suspeita de aborto depois de ter conversas privadas vazadas à polícia nos EUA

A criptografia de ponta a ponta cria uma barreira de segurança em todas as conversas privadas no Messenger. Até agora, só têm proteção as “conversas secretas” escolhidas pelos próprios usuários. No comunicado, o Facebook afirmou que quer a implementação global da criptografia de ponta a ponta em mensagens e chamadas até 2023. 

Os testes para levar criptografia de ponta a ponta padrão começam na próxima semana. Segundo o Facebook, quem estiver no grupo de teste terá os bate-papos mais frequentes criptografados automaticamente. “O que significa que você não precisará ativar o recurso”, disse o comunicado. A exceção: mensagens denunciadas. “Nós a revisaremos e tomaremos as medidas necessárias”, afirmou o big tech. 

Armazenamento e backup

Sara Su, diretora de gerenciamento de produtos do Messenger, disse que o teste do Facebook também consiste em criar um armazenamento para que os usuários possam fazer o backup de mensagens em caso de perda ou uso de novos aparelhos. 

Segundo ela, haverá duas opções criptografadas para acessar os backups: 1) via PIN ou código; ou 2) restaurar as conversas do Messenger através de serviços de nuvem de terceiros. Exemplo: usar o iCloud nos dispositivos iOS para armazenar uma chave secreta que permite o acesso aos backups.

A criptografia de ponta a ponta dificulta que a plataforma acesse o conteúdo de mensagens dos seus mais de 1 bilhão de usuários. Compartilhá-las com o Judiciário ou governos ainda é um ponto controverso. Há quem defenda a barreira por privacidade, enquanto outros apontam que esse tipo de tecnologia permite a proteção de conteúdos nocivos, como discurso de ódio e pedofilia. 

Hoje o WhatsApp, comprado pela big tech em 2014, oferece criptografia de ponta a ponta em todos os seus chats. A Meta já havia anunciado que tinha planos de fazer o mesmo com o Messenger e Instagram. 

Veja a lista de testes anunciados pelo Facebook 

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