Há alguns meses, o mundo descobriu que o Facebook fez testes com seus usuários, mostrando a algumas pessoas um Feed de Notícias artificialmente feliz (ou triste) para ver se isso afetava as emoções dos próprios posts da pessoa. A internet não ficou feliz com isso. Agora, o Facebook diz que atualizou suas diretrizes de pesquisa em resposta a esse caso.

Em um post publicado hoje, o CTO do Facebook, Mike Schroepfer, diz que a pesquisa, que modificou o Feed de Notícias de quase 700.000 usuários durante uma semana, foi importante para o Facebook saber se mudanças eram necessárias. “Apesar do assunto ter sido importante para pesquisa, não estávamos preparados para a reação que o artigo recebeu quando foi publicado e levamos a sério os comentários e críticas”, ele diz. “Agora está claro que as coisas deveriam ter sido feitas de forma diferente.”

Quais são as diferenças das novas diretrizes? Regras mais claras para pesquisadores, um painel de revisão para garantir que as diretrizes foram seguidas, mais treinamento para novos empregados, e um novo website com publicações de projetos de pesquisa do Facebook.

O post não cita nenhuma mudança na política de uso de dados do Facebook, aquele acordo legal com o qual todos concordamos, mas quase ninguém leu. É importante destacar que esse acordo sempre indicou que o Facebook pode “usar as informações que recebemos sobre você […] para operações internas, incluindo solução de problemas, análise de dados, testes, pesquisa e melhoras de serviços.”

Quando a revolta contra o estudo emocional do Facebook começou, as pessoas reclamavam que por mais que o Facebook de fato oferecesse “consenso informado”, ele fazia isso tão discretamente que a maior parte dos usuários não se preocupava em ler.

Perguntamos ao Facebook se de alguma forma eles avisarão usuários sobre potenciais pesquisa de manipulação. Segundo um representante da empresa, “nossa política de uso de dados explica aos usuários como coletamos e usamos dados. Explicamos que podemos realizar testes e conduzir pesquisas para entender como as pessoas usam o serviço para fazer melhorias.” [Facebook via Washington Post]