O FBI revelou nesta terça-feira (7) que não está conseguindo descriptografar um celular que pertence ao atirador que matou 26 pessoas em Sutherland Springs, Texas — um anúncio que provavelmente deverá iniciar uma outra batalha entre as autoridades e as empresas de tecnologia em torno de criptografia.

O celular foi mandado para Quantico para examinação, disse Christopher Combs, agente especial do FBI que chefia o escritório em San Antonio, durante entrevista coletiva. Mas, até agora, o FBI não conseguiu desbloquear o aparelho.

O episódio lembra a batalha legal do FBI com a Apple no ano passado, na qual a agência buscou forçar a Apple a descriptografar um iPhone usado por um dos atiradores de San Bernardino. Embora o FBI tivesse um mandado para examinar o telefone, a agência não conseguiu, porque o dispositivo estava criptografado. A Apple alegou que criar um software especial para desbloquear o celular prejudicaria a segurança de todos os seus produtos. Por fim, o FBI pagou US$ 900 mil para outra empresa destravar o aparelho.

Embora o FBI tenha conseguido acessar o celular do atirador de San Bernardino, o incidente ainda é um exemplo para as autoridades de como a criptografia está atrapalhando sua capacidade de pegar criminosos.

 

Imagem do topo: AP