Em 1999, a Sony lançou um robô em formato de cão chamado Aibo, um companheiro canino que não fazia sujeira pela casa e só precisava de eletricidade para se alimentar. E ele vendeu bem — 150.000 unidades, a US$ 2.000 cada uma.

Mas a Sony interrompeu a produção do robozinho em 2006 e, em julho de 2014, fechou a última assistência técnica do robô, não prestando mais nenhum tipo de suporte ao Aibo. Agora, donos apegados ao canino robótico precisam lidar com técnicos não-autorizados e usar peças de terceiros, que muitas vezes vem de outros Aibos.

O New York Times fez uma reportagem em vídeo, de amolecer qualquer coração, sobre o fim de vida destes robôs. Eles entrevistaram uma série de donos apegados aos seus Aibos e que precisam lidar com a ideia de que um dia eles talvez não liguem mais. Confira:

A primeira geração do Aibo, ou Artificial Intelligence roBOt, foi lançada em maio de 1999 por 250.000 ienes (hoje equivalentes a cerca de US$ 2.000) — o sucesso de vendas foi inesperado para a Sony: em 20 minutos, 3.000 Aibos foram vendidos no Japão e em quatro dias, 2.000 foram vendidos nos EUA.

Todos os Aibos tinham a habilidade de andar, reconhecer o ambiente e responder a comandos em inglês, espanhol e japonês, além de uma personalidade. O robô rendeu três gerações e 14 modelos. O último chegou ao mercado em outubro de 2005, menos de um ano antes da Sony descontinuar a produção do robô.

A produção do Aibo chegou ao fim porque a Sony precisava se tornar novamente uma empresa lucrativa. Num momento de crise, a empresa se viu obrigada a descontinuar uma série de produtos e, infelizmente para os donos do robô canino, o Aibo nunca foi uma prioridade.

O Aibo se tornou ícone da cultura pop, aparecendo em filmes e clipes de música. Em 2006, com o fim da produção, o robô entrou no Hall da Fama Robótico da Universidade de Carnegie Mellon, por ser o produto robótico mais sofisticado oferecido a consumidores.

Mesmo com o triste fim de vida se aproximando para o Aibo, ele não deixa de ser um marco surpreendente: é um gadget que sobrevive há mais de 16 anos, muito mais tempo que os nossos dispositivos de hoje em dia. E sem suporte, robôs se tornam tão mortais quanto humanos. [NYT]

Foto por jeanbaptisteparis/Flickr