Todos nós concordamos que ver pornografia no trabalho não é das atitudes mais nobres. E pior: dependendo do tipo de interação feita pelos agentes dessas ações, pode haver consequências para os outros. Nos Estados Unidos, uma pessoa conseguiu infectar a rede com um malware devido ao seu hábito de ver conteúdos adultos durante o expediente.

A pessoa, que não teve sua orientação sexual e nome divulgados, era um funcionário do Eros (Earth Resources Observation and Science Center), um centro ligado ao Serviço Geológico dos Estados Unidos e que é responsável por capturar e armazenar dados da superfície da Terra. Segundo investigadores que detectaram o caso, o empregado “tinha um histórico extenso de visitar sites de pornografia”.

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De acordo com o TechCrunch, que obteve detalhes da investigação a partir de um documento do Departamento do Interior dos EUA, o malware que infectou a rede do órgão governamental dos EUA tinha o potencial de roubar dados de computadores com a praga e que estava associado a ataques ramsonware.

No caso, os investigadores descobriram malwares em muitas das 9.000 páginas acessadas por essa pessoa. Após o incidente, foi recomendado que fosse aplicado um filtro em sites potencialmente perigosos e que começasse a ter uma restrição no uso de dispositivos USB. Esta última medida tem relação direta com o tal empregado: a pessoa não só acessava as páginas pornográficas como também salvava arquivos em pendrives ou no smartphone Android que usava.

O relatório não descreve o que aconteceu com a pessoa em questão. Conta em favor deste empregado o fato de o Eros não armazenar dados confidenciais, o que deve tornar sua provável punição bem mais branda.

[BBC e TechCrunch]

Imagem do topo: Pexels